Polícia Civil investiga se houve excesso por parte do PM
Luiz Guido Junior
Publicado em 14/08/2017 às 15:20
Atualizado em 10/09/2026 às 13:59
O Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol/MS), com apoio do Sindicato dos Papiloscopistas e Peritos Oficiais (Sinpof), querem apuração minuciosa do caso envolvendo o perito Jones Regiori Borges, que era lotado em Naviraí. Na madrugada de ontem, ele foi morto a tiros pelo cabo da Polícia Militar Vagner Nunes Pereira, após confusão em um ônibus.
Informações dão conta de que o papiloscopista estava em um ônibus de viagem, que fazia o itinerário Naviraí/Campo Grande e, dentre os passageiros, estava um policial militar. A vítima teria sido flagrada supostamente se masturbando no veículo, motivo pelo qual o PM fez abordagem. Durante a intervenção, o perito teria sacado sua arma, oportunidade em que Vagner fez o mesmo e atirou. Jones não resistiu aos ferimentos.
"Diante disso, e em respeito à família do papiloscopista Jones Borges, que foi uma pessoa honrada na vida profissional e privada, os sindicatos exigirão a apuração das investigações para que esta situação seja corretamente esclarecida, especialmente na questão do excesso na suposta ação de defesa do Policial Militar", disseram Sinpol e Sinpof por meio de nota. A Polícia Civil investiga o caso e apura se houve excesso na ação do cabo da Polícia Militar.
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