X

Operação

Em esquema, médico usava prótese vencida em cardíacos, aponta Polícia Federal

Licitações eram manipuladas para que empresa específica vencesse

Compartilhe:

A-

A+

O médico Mercule Cavalcante usou próteses, chamadas de stents, vencidas em pacientes dos hospitais Universitário e Regional de Campo Grande. Essa era um das várias práticas no esquema investigado pela Polícia Federal (PF) e Controladoria Geral da União (CGU), na “Operação Again”, desencadeada na manhã de hoje (25).

Em coletiva de imprensa, a PF e a CGU detalharam a ação do médico e do empresário Pablo Figueiredo, dono da Amplimed, que organizavam o esquema que atuava nos dois hospitais da Capital.

Conforme a PF, o médico e o empresário manipulavam cláusulas em licitações dos hospitais para que somente a Amplimed fosse capaz de vencer o certame. Já com a posse do direito de fornecer materiais cardíacos, o esquema superfaturava kits em até 100%.

Um exemplo citado durante a coletiva foi a compra de kits por até R$ 2 mil, sendo que no mercado comum o mesmo produto custa R$ 800.

Além de superfaturar, quando os materiais chegavam ao hospital, o grupo desviava os produtos para clínicas particulares. Entre os anos de 2016 e 2017, o esquema realizou compras de R$ 6 milhões, dando prejuízo efetivo de até R$ 3 milhões.

Ao todo, 20 mandados foram expedidos e cumpridos em Campo Grande, Dourados e Belém, no Pará. Oito pessoas estão sendo investigadas. Além de Cavalcante e Figueiredo, outros servidores dos hospitais e empresários também estão envolvidos.

O esquema envolvia pagamento de propina para que a licitação fraudada passasse. Viagens para o exterior e carros de luxo eram usados como forma de corromper as pessoas. Participaram da coletiva o delegado Cléo Mazzotti, superintendente da PF em exercício, Marcelo Botelho, que chefiou a investigação, e José Paulo Barbieri, superintendente regional da CGU.

Os envolvidos devem responder por corrupção passiva, corrupção ativa, peculato e fraude em licitação. O médico e o empresário devem colocar tornozeleira eletrônica e estão proibidos de entrar em hospitais públicos. A próxima fase da operação deve ouvir testemunhas, periciar as provas e analisar os materiais apreendidos.

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Casa do Trabalhador de Aquidauana oferece 23 vagas de emprego nesta quarta

OPORTUNIDADES

Casa do Trabalhador de Aquidauana oferece 23 vagas de emprego nesta quarta

Oportunidades contemplam vagas locais e regionais; atendimento ocorre das 07h às 13h

Escola Cândido Mariano lamenta morte da professora Ana Azevedo

Nota de pesar

Escola Cândido Mariano lamenta morte da professora Ana Azevedo

Educadora e influenciadora digital de 34 anos morreu na noite de terça-feira, após semanas de internação; Escola Professor Antônio Salústio Areias também publicou homenagem

Voltar ao topo

Logo O Pantaneiro Rodapé

Rua XV de Agosto, 339 - Bairro Alto - Aquidauana/MS

©2026 O Pantaneiro. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software

2
Entre em nosso grupo