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Em Campo Grande

Em 2018, 1.156 foram flagrados após beber e dirigir; este ano já são 25

O número representa 151% a mais, se comparado com os dados de 2017, quando foram 461 embriagados

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Nos 12 meses de 2018, 1156 motoristas foram flagrados no volante após ingestão de álcool, segundo dados do Batalhão de Trânsito de Campo Grande. O número representa 151% a mais, se comparado com os dados de 2017, quando foram 461 embriagados. Em 2019, já são 25 pessoas enquadradas nesta situação.
Para o comandante do Batalhão de Trânsito, tenente-coronel Franco Allan, o aumento acentuado do ano passado ocorreu justamente porque foi instituída uma equipe específica para atuar na Lei Seca.

“As equipes são equipadas com etilômetros exclusivos e com policiais militares que atuam somente nesta atividade de fiscalização”, esclareceu.

Ainda sobre os dados de 2018, os maiores índices de flagrantes foram nos meses de março, setembro e novembro - períodos, segundo o comandante, que ocorrem muitas formaturas, além de outras festas, especialmente no fim do ano.

Em março passado, foram 126, em setembro, 132 e novembro, 168. O número cai para 130 em dezembro. Nem todos os casos resultam em prisão, já que a Lei de Trânsito estabelece espécie de “divisão“, mas em qualquer caso que se configure a soma de direção e álcool, há pena.

Se o motorista apresentar índice de até 0,34 mg/l de álcool por litro de sangue, ele responde administrativamente, perde CNH (Carteira Nacional de Habilitação), leva multa de R$ 2.934,70 e perde sete pontos na carteira. Agora, se o índice for maior ao estabelecido, além destas medidas, o condutor é preso em flagrante.

O comandante também alerta para os riscos à vida, além do fato de ser crime. “Devemos, enquanto sociedade, respeitar as regras de trânsito, pois neste ambiente somos vítimas de nós mesmos. O custo de uma passagem de táxi ou do transporte alternativo é insignificante perto das sanções impostas pela lei ao condutor surpreendido dirigindo embriagado ou que se envolveu em um acidente nestas condições”.

Somando 2017 e 2018, foram 1642 casos notificados, dos quais, 709 se recusaram a fazer o teste do bafômetro. Além da intensificação das blitze, a intenção do Batalhão de Trânsito, em 2019, é procurar as universidades, assim que as aulas forem retomadas, para realização de palestras sobre a Lei Seca, justamente por ser acadêmicos boa parte dos flagrados dirigindo após ingestão de bebidas com álcool.

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