Aquidauana
Delegado foi preso pela Corregedoria da Polícia Civil
A colaboração de policiais de Aquidauana e o trabalho da Corregedoria da Polícia Civil foram fundamentais para se chegar nos suspeitos de envolvimento no sumiço de 101 quilos de cocaína que estava dentro da Delegacia do município, conforme informou nesta segunda-feira (24), o delegado-geral adjunto, Adriano Garcia Geraldo, durante coletiva de imprensa.
O delegado Eder de Oliveira, 1º titular da Delegacia de Aquidauana, foi preso pela Corregedoria da Polícia Civil por suspeita de envolvimento com o sumiço da droga de dentro da unidade.
Em buscas pela casa dele houve um flagrante, pois foi encontrado um revólver calibre 38 de uso permitido. O envolvimento de Eder foi colocado como uma situação isolada. "Houve apuração independente da Polícia Civil, não podemos misturar bons policiais com os que estão desviando de conduta", disse.
O delegado será submetido a processo criminal administrativo e compete ao governador do Estado, Reinaldo Azambuja, decidir, ao final, sobre a exoneração do mesmo.
Durante a coletiva foi frisado ainda que, para se chegar aos envolvidos houve a colaboração dos policiais de Aquidauana e do delegado adjunto da unidade. "É importante a sensação de segurança e a resposta rápida não só da Corregedoria, mas também da Polícia de Aquidauana, foi fundamental para se chegar aos envolvidos".
De acordo com o delegado Carlos Delano, da Corregedoria da Polícia Civil, não é descartada a participação de mais pessoas no sumiço da droga, inclusive de outros policiais. O caso segue em investigação.
O delegado Eder vai ficar preso na 3ª Delegacia de Polícia de Campo Grande. Ele já trabalhou em Rio Verde de Mato Grosso, Juti e Rio Negro e já respondeu procedimentos administrativos por outros crimes.
Conforme explicou Delano, a droga foi levada em duas partes, arrombaram a janela do depósito onde a cocaína estava e levaram metade e depois outra metade, como o local é de acesso restrito, ninguém notou o sumiço.
Foram encontradas pequenas porções de cocaína na casa dos outros presos, essa droga será periciada para saber se a pureza e outras substância são semelhantes a da droga apreendida que estava na delegacia.
Delano disse ainda que desde as primeiras prisões já havia convicção, elementos e provas testemunhais do envolvimento do delegado. Até o momento estão presos uma advogada e o marido dela, o dono de um Corolla, que foi usado para transportar a droga e seu pai, sendo que ele já tem passagens por tráfico. Também foi presa a esposa do dono do carro e dois homens que cumpriam pena em regime semiaberto. Tudo indica que o elevado volume da droga e o alto valor motivou a empreitada criminosa.
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