Inestigações
O grupo usa da truculência para extorquir e ameaçar os moradores
A Polícia Federal está investigando a atuação de um suposto grupo armado, uma espécie de "milícia" que atuava na aldeia urbana Água Bonita, em Campo Grande.
De acordo com as informações do G1 MS, os integrantes seriam todos indígenas e estariam tentando controlar por meio da truculência a comunidade, além de extorquirem outros moradores fazendo ameaças e abusando da violência.
Na aldeia vivem aproximadamente 192 famílias de cinco etnias indígenas: terena, guarani, kaiowá, kadiwéu e guató, além de não indígenas. Na manhã desta quarta-feira (17), 32 policiais federais foram até a comunidade para cumprir quatro mandados de busca e apreensão.
O objetivo, segundo o delegado Fernando Rocha Rodrigues da Silva, era tentar apreender as armas que estariam sendo usadas por esse grupo e pacificar a comunidade.
A ação chamada de "Águas Turbulentas", em razão da agitação que o grupo estaria promovendo na aldeia Água Bonita, durou cerca de 1 hora, terminando por volta das 7h. Foram feitas buscas em quatro casas de supostos integrantes do grupo, com idades entre 39 e 67 anos.
Não foram encontradas as armas de fogo denunciadas. O delegado diz que originalmente seriam cinco alvos da ação, mas o principal, que seria o ex-cacique Nilton Nelson, suspeito de comandar o grupo, morreu de causas naturais em abril deste ano.
Você Repórter
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