Ação
Junto ao Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado, a Polícia Civil de Aquidauana identificou local de bandidos que roubaram 3 aviões na cidade
Menos de 24 horas após o ocorrido, o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), junto à Polícia Civil de Aquidauana, identificaram a base operacional de organização criminosa que roubou três aviões do aeroclube da cidade.
O suposto local no qual os criminosos se reúniram está localizado no município de Anastácio, cidade vizinha. No local, foram encontrados diversos vestígios compatíveis com os deixados no Aeroclube de Aquidauana. Com base no local, três suspeitos já foram identificados, mas permanecem foragidos. O crime ainda contou com o apoio de um cidadão de Anastácio que ainda não foi identificado e, tal qual os outros criminosos, segue foragido.
Modelos e matrículas dos aviões são Bonanza V35B PT-ING, Cessna 182 PT-DST e Cessna 182 PT-KDI.

Desdobramentos – Até o momento, de acordo com dados divulgados pela equipe da Polícia Civil para a equipe de reportagem do jornal O Pantaneiro, o líder da organização criminosa que efetuou o roubo já foi identificado. Ele seria um perigoso foragido do sistema penitenciário estadual e, inclusive, já teria passagens anteriores por crimes semelhantes ao roubo das três aeronaves.
Os policiais verificaram, ainda, que a esposa do líder do grupo criminoso participou do crime e o responsável pelo imóvel, que serviu de base operacional para os criminosos, também. Ambos foram devidamente qualificados. A Polícia Civil também considera esclarecido que o paradeiro dado às aeronaves foi o estrangeiro.
As investigações conjuntas pelas Unidades da Polícia Civil seguem em andamento para apurar a qualificação dos demais integrantes do grupo. A Direção do DRACCO já inaugurou providências visando o desembaraço diplomático, necessário à prisão dos criminosos e recuperação das aeronaves subtraídas.

Medo – O caseiro do Aeroclube de Aquidauana sofreu momentos de pavor durante a ação criminosa que contou com a participação de, pelo menos, 18 criminosos. Sem se identificar, o homem deu o seguinte depoimento. "Eles entraram e perguntaram se eu tinha alguma coisa, mas falei que não tinha nada. Logo, os criminosos informaram que não queriam levar nenhum dinheiro e, sim, aviões", explicou. Então, os criminosos algemaram os civis que estavam presente e, em seguida, partiram pra ação.

O homem ainda relatou que, para aumentar o medo, os criminosos jogaram combustível no local e ameaçaram colocar fogo em tudo, caso houvesse qualquer reação. Os momentos de pânico devem ter durado, segundo o relato do caseiro, cerca de 1h. Os criminosos levaram os aviões no escuro, sem qualquer luminosidade específica para manobras com as aeronaves.
Os aviões foram em direção à fronteira de Mato Grosso do Sul.

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