Ação policial
Um dos investigados segue foragido e inúmeros itens já foram apreendidos
Schimene Duque Weber
Publicado em 22/09/2021 às 15:31
Atualizado em 10/09/2026 às 14:39
A Polícia Civil, por meio do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), já cumpriu seis mandados de prisão em Maracaju, sendo que um dos investigados segue foragido. As diligências seguem ininterruptas com o objetivo de realizar o cumprimento da ordem judicial.
Até o momento, além dos criminosos, foram apreendidos eletrônicos, smartphones, computadores, documentos, 10 (dez) veículos, barco com carretinha, várias cédulas de cheque de valores diversos no valor total de R$ 109.000,00 (cento e nove mil reais) e R$ 143.000,00 (cento e quarenta e três mil reais) em espécie, armas de fogo e munições de vários calibres, jóias, discos rígidos, além de diversas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas bloqueadas.

Todos as presas e presos já foram submetidos a Exame de Corpo de Delito e à audiência de Custódia realizada pelo magistrado titular da 1² Vara de Maracaju/MS. Ambos serão encaminhados à carceragem de Unidades Policiais da Capital Campo Grande, onde permanecerão para as finalidades investigativas prevista na legislação processual penal, a cargo do DRACCO.
Operação Dark Money
Nesta fase das investigações, os alvos foram servidores públicos que atuaram no alto escalão do executivo municipal no exercício de 2019/2020, bem como empresários e empresas com envolvimento no esquema.
Equipes do Dracco, com o suporte técnico do Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), constataram que foi criada uma conta bancária de fachada, diversa da oficial e não declarada aos órgãos de controle interno e externo do município, por onde foram promovidos mais de 150 repasses de verbas públicas em menos de um ano.
A partir de negócios jurídicos dissimulados, integrantes do alto escalão da prefeitura emitiram mais de 600 lâminas de cheques – totalizando mais de R$ 23 milhões – a empresas sem nenhum lastro jurídico para amparar os pagamentos. Muitos dos beneficiários não mantinham relação jurídica com a prefeitura (licitação, contrato ou meio legal que amparasse a transação financeira). Além disso, não havia emissão de notas fiscais e os valores não eram submetidos a empenho de despesas, operações legais que devem ser observadas pelos entes públicos.
Diante da gravidade dos fatos, foram requeridas ao Judiciário de Maracaju várias medidas cautelares como mandados de prisão temporária contra servidores públicos e particulares, busca e apreensão em empresas e bloqueio de bens, todas cumpridas na manhã desta quarta-feira pela PCMS, após parecer favorável do Ministério Público e decisão do Poder Judiciário da Comarca de Maracaju. Um mandado de prisão temporária segue em aberto e o investigado é considerado foragido.
As ações de Polícia Judiciária Civil foram realizadas nos municípios de Maracaju, Corumbá, Ponta Porã e Campo Grande e envolveram 60 policiais civis de MS. Além deles, uma equipe da Polícia Civil do Paraná também foi acionada na cidade de Umuarama, onde um dos alvos foi localizado e preso dentro de um hotel.
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