Criminosos fizeram fortuna por meio de tráfico de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro
João Marcelo Correia Sanches
Publicado em 05/10/2021 às 10:33
Atualizado em 10/09/2026 às 14:14
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (5), em Uberlândia/MG, a Operação Balada, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas e de armas de grosso calibre e lavagem de dinheiro. Mato Grosso do Sul é um dos 10 estados onde foram executadas ações relacionadas à investigação, que aponta para uma movimentação financeira de mais de R$ 2 bilhões por parte dos criminosos.
O efetivo destacado para a operação conta com cerca de 850 policiais federais. Eles cumprem 247 mandados de prisão e 249 mandados de busca e apreensão, além de centenas de outras medidas cautelares, como sequestro de bens e bloqueio de contas correntes. Os pedidos foram expedidos pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia e abrangem, além de Minas Gerais, os estados de Goiás, Rio de Janeiro, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Alagoas, Tocantins e Espírito Santo.
A organização operava um estruturado esquema de tráfico de drogas e preparava entorpecentes para comercialização, utilizando insumos químicos que eram adquiridos com empresas regularmente cadastradas. Em sete meses, os autores compraram quantidade do material suficiente para manipular mais de 11 toneladas de cocaína.
Segundo a PF, a droga seguia o seguinte fluxo: envio com origem em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Rondônia; armazenamento no Triângulo Mineiro; e,distribuição a várias regiões do País, em especial os estados de Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
Armamento pesado – A apreensão de um carregamento de 8 fuzis e 14 pistolas, em março de 2020, na cidade de Uberlândia, também direcionou os trabalhos de investigação para um esquema de tráfico ilegal de armas de fogo de grosso calibre.
As armas comercializadas pelo grupo eram adquiridas em MS, transportadas para Uberlândia, e, posteriormente, destinadas a grupos da região do Triângulo Mineiro, especializados no tráfico de drogas e roubos a banco, bem como a uma facção criminosa estabelecida na capital fluminense. Os investigados utilizavam veículos especialmente preparados para o transporte das armas, com emprego de batedores durante os seus deslocamentos.
Para ocultar a origem criminosa do patrimônio acumulado, a organização criminosa utilizava um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, com a utilização de empresas de fachada e a aquisição de postos de combustíveis, hotéis, fazendas, imóveis, veículos e embarcações de luxo. Estima-se que mais de R$ 2 bilhões foram movimentados pelos investigados nos últimos dois anos. As contas bancárias e bens identificados foram bloqueados por determinação judicial, assim como aproximadamente uma centena de imóveis.
Um dos muitos endereços de luxo que foram visitados pela PF nesta manhã.A Operação Balada foi batizada assim em alusão ao fato de os investigados ostentarem em redes sociais os lucros do esquema criminosos, postando fotos em festas de luxo internacionais e posando com iates e carros esportivos. Ela foi deflagrada com apoio da Polícia Penal da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Estado de Minas Gerais, que colaborou com um efetivo de 35 policiais penais para custódia e transporte dos presos.
A Polícia Federal reforçou que todos os protocolos de segurança contra a covid-19, estabelecidos pelo Ministério da Saúde, estão sendo seguidos durante os trabalhos. Uma coletiva de imprensa ocorre neste momento na sede da Delegacia Regional de Uberlândia.
Loterias
Bilhetes foram registrados em Campo Grande e Corguinho; estado ainda teve 32 quadras espalhadas por 17 municípios
Oportunidades
Oportunidades contemplam vagas locais e regionais; atendimento ocorre das 07h às 13h
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