PCC
Ela teria se recusado a gravar vídeos de sexo com uma pessoa indicado pelo namorado, que é do PCC
A Polícia Civil deflagrou a operação ‘Custodire’ para resgatar uma mulher e seus filhos que foram sequestrados nessa terça-feira (22), a mando de um detento membro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). As vítimas foram levadas para um abrigo fora de Mato Grosso do Sul.
Segundo apurado pelo Jornal Midiamax, a mulher teria conhecido o detento, que está encarcerado no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, por meio do Facebook. Eles passaram a manter contato, e o detento teria coagido a vítima a visitá-lo no presídio, passou a ameaçar e obrigá-la a fazer depósitos. Membros da facção chegaram a ir três vezes na casa da vítima para coagi-la.
“Uma vez reviraram a casa toda, outra vez quebraram os aparelhos de telefone celular dos meus filhos, quebraram os vidros de casa e colocaram uma arma na minha cabeça e me fizeram ficar de joelhos até eu aceitar ir para Campo Grande visitá-lo”, contou a vítima. Já no dia 18 deste mês, ela procurou a delegacia de Água Clara para pedir medidas de proteção.
Ainda segundo o jornal, o preso teria determinado que ela fizesse sexo com uma pessoa que ele iria indicar, filmasse o ato e mandasse para ele, o que ela recusou. Ao saber que havia procurado a polícia, o detento mandou que integrantes da facção fossem até a casa dela e ateassem fogo, no dia 20 de fevereiro.
Já nessa terça-feira (22), membros da facção sequestraram a mulher e os filhos e os levaram para Ribas do Rio Pardo e depois para Campo Grande, onde iriam passar pelo tribunal do crime do PCC. A polícia interceptou e conseguiu resgatar as vítimas. A família foi levada para um abrigo fora do Estado.
Foi feita uma vistoria na cela do detento, onde foram encontrados 11 celulares e anotações referentes a crimes. Ele acabou transferido para um local seguro, sem contato com outros presos. Houve representação da Polícia Civil pela prisão preventiva do agressor, que aguarda análise pelo Poder Judiciário, bem como as investigações continuam para identificar os coautores do incêndio e do sequestro.
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