Ele foi preso no dia 25 de março e relevou que "deu" o login e a senha de acesso ao sistema sigiloso do TJMS para um advogado
Schimene Duque Weber
Publicado em 12/04/2022 às 13:31
Atualizado em 10/09/2026 às 14:17
Ex-chefe de cartório da 1ª Vara de Execução Penal de Campo Grande foi preso na Operação Courrier, em 25 de março, após criar pasta no servidor do TJMS om documentos sigilosos referentes a presos ligados ao PCC, que tiveram inclusão no Sistema Penitenciário Federal.
Em denúncia feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), há possível envolvimento do servidor do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) com o PCC. De acordo com as autoridades, isso implica na provável infiltração da organização criminosa nos quadros do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, “com acesso à informações sigilosas que podem comprometer a segurança de magistrados, promotores de Justiça, servidores e demais autoridades”.
O GAECO pontuou, ainda, que o servidor teria fornecido senha de acesso a sistemas da polícia a um dos advogados investigados por integrarem o PCC. Além disso, o ex-chefe de cartório passava informações privilegiadas, como decisões judiciais, manifestações e procedimentos administrativos instaurados em presídios.
Com isso, o advogado teria feito consulta ao nome de um delegado de polícia da cidade. Ele também repassou informações e transferências de líderes do PCC para o Sistema Penitenciário Federal, o que gerou ‘revolta’ aos membros da facção. A partir daí, teriam partido de faccionados ordens de atentados contra juízes e promotores.
Desdobramentos do caso seguem sob investigação.
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