Policial
Segundo o coordenador do Cimi-MS, a maioria dos indígenas feridos não quis procurar ajuda médica
O confronto que tomou repercusão nacional entre indígenas e policiais militares em Amambai na última sexta-feira (24}), na Fazenda Borda da Mata, deixou pelo menos 30 feridos, sendo a maioria por munição letal. Vito Fernandes, 42 anos, foi morto a tiros e outros sete indígenas foram levados para o hospital da cidade.
No local, foi montado um corpo da brigada popular, composto por médicos do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e de médicos populares, que foram para a área do conflito para atender a comunidade.
Segundo o coordenador do Cimi-MS (Conselho Indigenista Missionário de Mato Grosso do Sul), Matias Benno Rempel em entrevista ao Campo Grande News, os indígenas acreditavam que mais gente havia morrido durante o confronto com os policiais.
Ainda segundo ele, os indígenas feridos não queriam procurar ajuda médica por medo de serem presos, porque os que foram e receberam alta estavam sendo levados para a delegacia. “São muitos feridos, no mínimo 30, inclusive com munição letal. Eles preferiram ficar no território, onde foram atendidos por essa brigada popular, que foi fundamental”, disse.

A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) realizou uma coletiva de imprensa, onde o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, negou que o Batalhão de Choque da Polícia Militar tenha ido a Amambai para atender ocorrência de invasão em fazenda.
Ele afirmou que a Polícia Militar foi acionada por proprietários rurais devido a tráfico de drogas e furtos numa área que fica perto da aldeia. De acordo com Videira, o Choque foi surpreendido por indígenas e revidou.
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