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PMA autua 53 pecadores e aplica R$ 69 mil em multas durante operação em MS

269 quilos de pescado e 155 redes de pesca e petrechos proibidos foram apreendidos

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Durante dois meses de operação, a PMA (Polícia Militar Ambiental) autuou 53 pescadores por irregularidades em rios de Mato Grosso do Sul. O valor das multas aplicadas soma R$ 69 mil. Cerca de 269 quilos de pescado, 10 barcos e nove motores também foram apreendidos na Operação Pesca Legal.

A fiscalização começou no dia 7 de julho, com objetivo da preservação e repressão à pesca predatória no Estado. O monitoramento continua até o final deste mês, contando com seis batalhões, 27 subunidades em operações de 72 horas, pelo menos duas ao mês, com datas definidas por cada Comandante, conforme os levantamentos realizados pelo Serviço de Inteligência, segundo a PMA.

Dos 53 autuados, 30 foram por crime de pesca predatória, seis por pescarem utilizando iscas vivas silvestres ilegais da espécie minhocoçu, o que também é crime e 17 foram autuados por pescar sem a licença obrigatória, fato que não é crime, mas trata-se de infração administrativa.

“Uma das maiores preocupações da Polícia Militar Ambiental relativamente à pesca predatória e que está sendo combatido durante a Operação Pesca Legal, é o uso de petrechos com grande poder de depredação de cardumes como as redes de pesca, anzóis de galho e espinheis. Dessa forma, a fiscalização nos rios serve para evitar que pescadores pratiquem pesca ilegalmente, pela presença das equipes e que armem os petrechos ilegais, ou pelo menos, fazer a retirada desse material sem que tenham prejudicado os cardumes, pontua PMSA.

Já os petrechos ilegais de pesca, até o momento, foram apreendidos 155 redes de pesca. Vale ressaltar que o item tem um grande poder de depredação e ameaça as espécies. Foram 516 anzóis de galho, quatro tarrafas, 23 boias (joão-bobo) e 18 cordas de espinhel, cada um com média de 20 anzóis, o que perfaz 360 anzóis.

Drones estão sendo utilizados na operação, principalmente em áreas de difícil acesso. De acordo com a polícia, os aparelhos, os infratores têm ficado com receio de serem identificados pelas imagens, não apenas para pesca ilegal, mas outros crimes próximos de áreas preservadas.

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