O grupo contava com olheiros, batedores e atravessadores
Os criminosos que alugavam veículos em São Paulo e depois vendiam na Bolívia, chegaram a lucrar R$ 6 milhões com a comercialização de ao menos 200 carros. Segundo a polícia, parte das vezes, os valores eram convertidos em cocaína e enviadas para o estado vizinho.
A polícia prendeu na manhã desta quinta-feira (8), durante a Operação Decepticons II, o chefe da quadrilha e responsável por cooptar pessoas para alugar veículos com a promessa de receberem quantia, entre R$ 2 mil a R$ 4 mil, para trazer o veículo até Corumbá.
Ele também era o responsável por receber os valores referentes as vendas dos veículos. O chefe tinha todo um esquema organizado, a quadrilha contava com olheiros, batedores e atravessadores, para que os veículos chegassem na Bolívia.
Estima-se que ao longo do último ano, a organização criminosa tenha lucrado cerca de R$ 6 milhões com a travessia de pelo menos 200 veículos. Os valores foram convertidos, por vezes, em cocaína para o estado de São Paulo.
A primeira fase da operação consistiu na prisão de um casal em Corumbá, em março deste ano. O fato, investigado pela Seção de Investigações Gerais, da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá, concluiu que o casal participava de um esquema criminoso envolvendo a travessia de veículos locados, para o país vizinho, a Bolívia.
Agindo como recuperadores de veículos autorizados de empresa de locação, tomavam o veículo dos condutores, levando-o para ser comercializado na Bolívia, prática denominada "arrocho".
Força Tática
Jovem de 24 anos foi preso e adolescente de 17 anos, apreendido durante ação da Força Tática; equipe encontrou porções de skunk, haxixe marroquino e balanças de precisão em dois endereços diferentes
Loterias
Bilhetes foram registrados em Campo Grande e Corguinho; estado ainda teve 32 quadras espalhadas por 17 municípios
Voltar ao topo