Em menos de dois meses, 225 crianças e adolescentes foram vítimas de crimes no Estado
O ano de 2024 está apenas começando,e o segundo mês do ano nem terminou, mas a violência não dá descanso à população. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, apenas no mês de janeiro, a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) do Mato Grosso do Sul, registrou um total de 5.187 ocorrências policiais das mais variadas características; como violência doméstica, roubos, furtos, estupros, entre outros.
Fazendo um breve recorte, a violência contra crianças e adolescentes marcou 225 casos. Se apenas um registro dessa característica já se torna alarmante, uma quantidade nessa casa é preocupante. Conforme o documento da Secretaria, desse total, 115 tiveram característica de lesão corporal dolosa e lesão corporal dolosa por violência doméstica.
O quantitativo restante, 110, são crimes de estupro. Pelo levantamento, quando comparado ao mesmo período de 2023, esse tipo de registro teve uma diminuição.
Estudos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela que em 2023 a maioria das vítimas de estupro no Brasil não foi de mulher adulta, mas de meninas entre 10 e 13 anos.
Recentemente, uma menina de 11 anos que foi estuprada e teve o corpo queimado pelo padrasto, em Sidrolândia. A criança morreu após mais de um mês internada em Aquidauana. A irmã dela, de 5 anos, que também sofreu a violência se recupera em casa.
Ainda não chegou o fim do segundo mês, e esses números cresceram por crimes cometidos em fevereiro, que só ajudam a aumentar as estatísticas, uma vez que novas ocorrências são registradas a cada dia. Registradas até o dia 15 de fevereiro (data do fechamento dessa matéria).
Desde o início do ano, os casos de feminicídio em Mato Grosso do Sul, já devem preocupar as autoridades. Em janeiro, a primeira vítima do Estado, foi Luciene Braga Morale, 50 anos, assassinada, provavelmente a pauladas, pelo companheiro. Após essa ocorrência, ainda em janeiro, Maria Rodrigues da Silva, de 66 anos, foi morta a facadas pelo ex-marido, em São Gabriel do Oeste, e Marta Leila Silva Neto, de 36 anos, foi morta a facadas pelo namorado de 56 anos, no dia 21 de janeiro. O registro para esse tipo de crime voltou a ocorrer em 11 de fevereiro, quando Mayara Almodin Aran Florenciano, de 29 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-namorado em Nioaque, quando voltava de uma festa de Carnaval.
O mais recente Anuário Brasileiro de Segurança Pública coloca Mato Grosso do Sul como o 2º estado onde as mulheres são mais assassinadas no País.
Apesar de levantamentos realizados pela Sejusp apontarem redução de 23% nos casos de feminicídio em Mato Grosso do Sul no decorrer de 2023, os programas e ações de combate não devem perder o fôlego. Em contrapartida, a violência doméstica cresceu 2,7 e estupro de vulnerável aumentou 6,76.
O feminicídio é caracterizado pela lei 13.104/2015 como assassinato de mulheres motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero.
O Disque-Denúncia, com o número 180, foi criado pela Secretaria de Políticas para Mulheres, e permite denunciar de forma anônima e gratuita. Ele está disponível 24 horas, em todo o Brasil.
Disque 100 é o número da Secretaria de Direitos Humanos que recebe denúncias de forma rápida e anônima e encaminha o assunto aos órgãos competentes em até 24 horas. Recebendo a denúncia, em seguida é feita a análise e o encaminhamento, para que o órgão encarregado tome as providências cabíveis, dentre eles o Conselho Tutelar e Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social.
O Disque 190 é o telefone da Polícia Militar que deve ser acionado em casos de necessidade imediata ou socorro rápido.
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