Polícia
O Ministério Público está acompanhando o caso, que segue sob investigação para identificar todos os envolvidos no esquema de corrupção eleitoral
No último domingo, 6, por volta das 10h30, a Polícia Civil foi chamada pelo Promotor de Justiça após uma denúncia de corrupção eleitoral em Santa Rita do Pardo. A denúncia indicava que estaria ocorrendo a compra de votos em um posto de combustível.
Ao chegar ao local, a polícia encontrou o juiz eleitoral, o promotor, e membros da Polícia Militar, além de uma movimentação estranha de veículos que rapidamente se dispersou. O juiz identificou um carro específico, cujo motorista havia confessado ter recebido um ticket de combustível em troca de seu voto, mas não revelou o nome do candidato envolvido. O juiz também trouxe uma sacola com mais de 200 tickets, que teriam sido entregues pelo gerente do posto, confirmando a irregularidade.
Diante da situação, a polícia prendeu o motorista do veículo e chamou o gerente do posto e uma frentista para prestar esclarecimentos. O posto foi fechado temporariamente para evitar mais crimes eleitorais.
Na delegacia, o gerente do posto disse que vereadores estavam negociando diretamente com o proprietário do local sobre os tickets, e ele apenas cuidava da confecção deles. Ele também mencionou que um homem distribuía os tickets entre vereadores e cabos eleitorais. A polícia encontrou esse homem, que era assessor de um vereador, e apreendeu mais tickets e material de campanha.
Depois, a polícia localizou o vereador, que é presidente da câmara e foi apontado como responsável pela compra de votos. O motorista do veículo confessou que vendeu seu voto em troca do ticket de combustível.
O Ministério Público está acompanhando o caso, que segue sob investigação para identificar todos os envolvidos no esquema de corrupção eleitoral.
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