Violência
Menina tem quatro anos e recebeu um real do suspeito do crime, preso ontem (22) à noite pela Polícia Civil
A mãe de uma criança indígena entrou em contato com a redação do Jornal O Pantaneiro, para denunciar o caso de estupro de sua filha, ocorrido na tarde do último sábado (21). Ela relata que, por volta das 15h30, foi procurar a filha na casa de sua amiguinha, na aldeia onde moram, cujo nome será omitido para evitar a identificação de pessoa vulnerável.
A menina não estava na casa da amiga, e sim na frente de uma casa abandonada, e quando avistou a mãe, correu ao seu encontro, “como se estivesse desesperada”. Horas depois, “chegando em casa, fui dar banho nela e fui lavar a parte íntima dela e ela reclamou que tava com dor”, conta a mãe.
Inicialmente, “ela falou que tinha machucado, né”. Mas, a mãe prometeu salgadinhos para a filha e a convenceu a contar o que havia acontecido. No quarto, visualizou indícios do estupro. E a filha acabou contando o estupro praticado pelo tio, O.P., de 61 anos. Confirmou, ainda, que ele deu um real para ela.
A mãe entrou em choque e começou a chorar. Contou para a família e, por volta das 18h, foi para delegacia e para hospital Regional de Aquidauana. A médica confirmou o abuso mesmo. A Polícia e o Conselho Tutelar, foram acionados e foram até a aldeia, mas não acharam o suspeito.
Delegado Regional de Aquidauana, Amylcar Eduardo Paracatu Romero, da Polícia Civil (Foto Divulgação) As investigações e diligências continuaram e o suspeito acabou detido por volta das 20 horas, de ontem (22). Médica Legista, de Campo Grande, esteve em Aquidauana e fez o exame de corpo de delito. Esta e outras providências, segundo o Delegado Regional Amylcar Eduardo Paracatu Romero, estão em andamento.
A mãe, revoltada, denunciou à reportagem de O Pantaneiro que “não é de hoje que esse homem vem fazendo isso, desde quando eu era mais criança também, eu fui abusada por ele também, e outras vítimas também, né, então ele vem oferecendo bala, ou bombom, ou moeda, é criança, né, criança sabe de nada, tudo que aceita, pega tudo, né, então eu quero que a justiça seja feita.”
Saúde
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