Atenção
Mato Grosso do Sul possui estoque de 525 ampolas de soro antiofídico
As altas temperaturas registradas nos últimos dias em Mato Grosso do Sul têm levado banhistas a se refrescar em cachoeiras, rios e córregos do Estado. Especialista alerta para risco de picada de cobras e animais peçonhentos durante o lazer, situação que tem ainda mais chances de acontecer no período de queimadas que o Estado enfrenta.
Recentemente, em Mato Grosso, estado vizinho, uma médica foi picada por uma jararaca enquanto aproveitava um fim de semana com amigos e o namorado, na Cachoeira do Céu Azul. A situação ganhou repercussão nacional e levantou discussão sobre estoque de soro antiofídico, aquele usado contra o veneno das cobras.
As imagens divulgadas pelas redes sociais revelam que a mulher estava debaixo da cascata de água quando foi surpreendida. Devido a gravidade, a vítima ficou internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e precisou fazer transfusão de sangue e uma traqueostomia, para ajudá-la respirar.
Mais queimadas, mais riscos
De acordo com a coordenadora do CEAS (Comissão Estadual de Animais Silvestres) do CRMV-MS (Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul) e do biotério, Paula Helena Santa Rita, todo ser vivo precisa de água e é comum cobras ficarem próximo a quedas d’água em cachoeiras.
“Por conta das queimadas, a busca por esses ambientes tende a aumentar, mas é comum ter acidentes com pessoas nesses lugares, não necessariamente como aconteceu com moça de Cuiabá, aquilo foi um fato isolado, onde a pessoa está embaixo da cachoeira e o animal vir, mas a gente deve lembrar que esses animais fazem transposição do curso d’água, e a correnteza pode ter levado ela”, disse.
Segundo a especialista, vale ressaltar que os animais estão no seu habitat natural, e podem atacar quando se sentem ameaçados. Com a época de queimadas, tentam se refugiar para áreas com água em abundância.
“Sempre que alguém visualizar uma serpente, nunca tente pegá-la. Muitas vezes, a tentativa de abater o animal pode causar um acidente, as pessoas ficam nervosas quando estão nessa ação. O ideal é, se tiver em áreas de casas, pegue um tambor ou balde em cima e chame a PMA (Polícia Militar Ambiental), equipes do Biotério para recolhimento”.
No nosso Estado as principais serpentes peçonhentas com mais registros de incidentes são as: Bothrops moojeni (jararaca do Serrado), Bothrops mattogrossensis (boca de sapo) e a cascavel.
Estoque de antibotrópico em MS
Em MS, os soros antibiotrópicos disponíveis são apenas aqueles usados para neutralizar o veneno de outras espécies como as conhecidas como cotiara, urutú e caiçara.
Conforme o Governo do Estado, o Instituto Butantan, responsável pela produção dos soros no país, enviou cerca de 525 ampolas para uso dos 79 municípios. O estoque das unidades regionais de saúde estão abastecidos.
Um acidente com uma jararaca, por exemplo, classificado como de leve a grave, pode requerer a utilização de 4 a 12 ampolas em uma só pessoa, dependendo da gravidade.
Caso você seja vítima de picada de uma das espécies você deve:
Se possível, fotografe o animal para que o socorro identifique e aplique o antibotrópico correto;
Não force movimentos, pois acelerar a circulação do sangue pode fazer que venero se espalhe;
Se hidratar com água;
Jamais faça torniquetes no local da picada;
Não sugue o veneno, é mito sugar para amenizar a dor da vítima;
Evite medicamentos, o ideal é lavar com água em abundância;
Procure socorro, em Campo Grande o ponto de atendimento está no hospital Rosa Pedrossian
CORPO DE BOMBEIROS
Moradora de uma comunidade ribeirinha na região de São Francisco, nas proximidades do Paraguai Mirim, em Corumbá, mulher fois resgatada de lancha pelo Bombeiros.
Geral
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