Covid-19
O secretário de Saúde, Geraldo Resende, teme o colapso da rede de hospitais
Mato Grosso do Sul tem pronto o planejamento para a vacinação contra o coronavírus. Seja pelo Governo Federal ou pelo plano B do Governo do Estado, os sul-mato-grossenses têm assegurado imunização para a Covid-19, doença que matou milhares de pessoas ao redor do mundo. A informação é do secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, que diz estar está confiante que a vacina chegará ao Mato Grosso do Sul no final de janeiro. "Seja da Pfizer, da Moderna ou do Butantan, estamos totalmente preparados para receber a vacina mais segura", afirma.
Resende espera que o planejamento do Governo Federal adquira a vacina de acordo com o PNI – Programa Nacional de Vacinação, do SUS, considerado um dos melhores programas do mundo. Mas caso ocorra qualquer eventualidade, o Estado, segundo ele, está preparado para colocar em ação o plano B. “Vamos conseguir vacinar os sul-mato-grossenses”, declarou, confiante.
Mesmo com a vacina, Resende deixa claro que nos primeiros meses de 2021 as pessoas deverão continuar com os cuidados e restrições. “Precisamos imunizar 80% da população para ficar mais tranquilos”, conclui.
Em onze meses convivendo com a crise sanitária e um vírus desconhecido e implacável, todo este esforço, ao que tudo indica, valeu muito a pena. “Muitos servidores nem tiraram as férias para nos ajudar”. São todos heróis, afirma, ressaltando que o Governo do Estado atendeu todas as necessidades da pasta.
Questionado se em algum momento desta tortuosa caminhada perdeu a fé, ele responde: “Nunca. Acredito que Deus prepara as pessoas para enfrentar as crises. E ele me preparou”, afirma.
Tempo de tempestade
No início da 52ª semana da pandemia no Estado, com números de contágio nos altíssimos patamares de 1,15% e taxa de mortalidade em 1,7%, o secretário faz um desabafo: “As pessoas não valorizam a vida. Nem a delas nem a dos outros”, e ainda soltou um palavrão imitando o que ele diz ser a reação dos jovens diante desta crise sem precedentes.
Indignado com o que ele chama de “desobediência e descompromisso” de quem não segue as regras de distanciamento, máscaras e cuidados essenciais, o secretário diz que está faltando empatia às pessoas. “O Governo do Estado está cumprindo o seu papel mas a população não ajuda”, reclama.
A pandemia, segundo ele, ainda é muito desconhecida e pegou o mundo inteiro sem saber claramente como lidar com ela. O avanço exponencial da segunda onda, por exemplo, de acordo com Geraldo, é algo atípico, para o verão onde as doenças respiratórias costumam desaparecer. “Essa é uma época onde os casos de Dengue e Chikungunya aumentam’, explica.
Com a mudança de cenário e o agravamento do número de casos da Covid- 19, o secretário teme o colapso da rede de hospitais. “Não temos leitos, não temos fisioterapeutas suficientes, precisamos contar com a consciência da população”, apela.
CORPO DE BOMBEIROS
Moradora de uma comunidade ribeirinha na região de São Francisco, nas proximidades do Paraguai Mirim, em Corumbá, mulher fois resgatada de lancha pelo Bombeiros.
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