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Saúde

Entenda o que são sorotipos da dengue e por que o tipo 3 preocupa

Sorotipos são variações do vírus que, embora pertençam à mesma espécie, possuem diferenças em sua composição antigênica

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A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti , que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente em países tropicais como o Brasil. O vírus da dengue (DENV) pertence à família dos flavivírus e possui quatro sorotipos distintos:

  • DENV-1:
  • DENV-2:
  • DENV-3; e
  • DENV-4.

“Cada um desses sorotipos pode causar desde infecções assintomáticas até quadros graves da doença. É por isso que estamos trabalhando intensamente nas medidas de prevenção da doença por meio da eliminação dos focos do mosquito transmissor da doença”, explica a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

O que são os sorotipos da dengue?

Sorotipos são variações do vírus que, embora pertençam à mesma espécie, possuem diferenças em sua composição antigênica. No caso da dengue, os quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4) são suficientemente distintos para que uma infecção por um deles não ofereça imunidade contra os outros.

Isso significa que uma pessoa pode ser infectada até quatro vezes, uma por cada sorotipo. Além disso, infecções subsequentes por diferentes sorotipos aumentam o risco de formas mais graves da doença, como a dengue hemorrágica.

A infecção por determinado sorotipo tem efeito protetor permanente contra aquele sorotipo especifico e efeito protetor temporário contra os outros sorotipos.

Por que o sorotipo 3 é o que mais preocupa?

O DENV-3 é considerado um dos sorotipos mais virulentos do vírus da dengue, ou seja, tem maior potencial de causar formas graves da doença. Estudos indicam que, após a segunda infecção por qualquer sorotipo, há uma predisposição para quadros mais graves, independentemente da sequência dos sorotipos envolvidos. No entanto, os sorotipos 2 e 3 são frequentemente associados a manifestações mais severas.

A introdução de um novo sorotipo em uma população previamente exposta a outros tipos pode levar a epidemias significativas.

No Brasil, por exemplo, o aumento da incidência da doença entre 2000 e 2002 foi associado à introdução do DENV-3, elevando o risco de epidemias de dengue e febre hemorrágica da dengue.

Prevenção e cuidados

Diante da circulação dos quatro sorotipos no país, é fundamental intensificar as medidas de prevenção, especialmente no controle ao mosquito transmissor. Eliminar focos de água parada, utilizar repelentes e instalar telas de proteção são algumas das ações recomendadas.

Além disso, é importante estar atento aos sintomas da dengue e procurar assistência médica imediata em caso de suspeita, especialmente se houver sinais de alarme, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos.

A vigilância constante e a adoção de medidas preventivas são essenciais para controlar a disseminação da dengue e minimizar os riscos associados aos seus diferentes sorotipos, especialmente o DENV-3.

*Com informações Ministério da Saúde
 

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