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Centros públicos de acesso a Web foram usados por somente 2,1% da população em 2005

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Os centros públicos foram usados por somente 2,1% da população a partir dos 10 anos de idade em 2005. Essa parcela prefere se conectar de casa (10,5%), do trabalho (8,3%), da escola (5,4%) e de lugares pagos, como as lan houses (4,6%). Os dados são do estudo da Ritla (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana), com base em dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) de 2005, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


O Mapa das Desigualdades Digitais no Brasil, divulgado nesta segunda-feira (07/08), aponta que os postos públicos de acesso à internet não são ainda em número suficiente para atender a população. E que fatores como a localização dificultam esse acesso a pessoas de baixa renda.


O estudo foi feito pela Ritla, organização internacional com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento tecnológico e científico, com apoio do Ministério da Educação.


Há três semanas, o estudante Sérgio Oliveira, de 45 anos, freqüenta uma sala do Projeto Casa Brasil, na cidade satélite de Ceilândia, a 24 quilômetros de Brasília, em busca de qualificação profissional para aumentar o salário. O projeto, do governo federal, oferece computadores conectados à internet e cursos que aliam tecnologia digital à cultura.


"Essa é uma chance para a população carente ter acesso à internet e se atualizar. Em outros lugares, conectar-se é muito caro", disse o estudante.


Desigualdades geográficas
O estado de São Paulo, informa o estudo, tem os melhores índices de acesso popular: 2,4% . No outro extremo, apenas 0,1% da população de Alagoas com menor renda buscou a internet nos postos públicos.


Em todo o país, apenas uma parcela de 0,9% da população de baixa renda acessou a rede gratuitamente, contra 4,5% da população de renda mais alta. O estudo não apresenta o valor da renda da população pesquisada, dividida em dez faixas. E sugere uma revisão das estratégias de expansão dos centros públicos e das desigualdades sociais, que se refletem nos índices de acesso de acesso à internet e, conseqüentemente, no uso das tecnologias de informação e da comunicação.


"Se não formularmos ou apoiarmos, firmes e decididamente, medidas que diminuam as desigualdades existentes ou que limitem sua consolidação, estaremos só reforçando o círculo perverso da exclusão", conclui o texto.

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