Tecnologia
Os aparelhos de DVD são indiscutivelmente populares no Brasil - a maioria das famílias de classes baixas consegue comprar um por menos de R$ 100. Mas, justo agora que a tecnologia se popularizou, está chegando a hora de aposentá-la. Os novos discos Blu-ray, palavrinha difícil que tomou o noticiário nas últimas semanas, vão não só substituir os DVDs como trazer excelência à qualidade de áudio e vídeo. Para o consumidor, a notícia não é tão boa: vai ter de trocar os players de casa e gastar dinheiro com os discos.
Na verdade, parece notícia velha. Os brasileiros - e o mundo - viveram a mesma situação no final da década de 1990, quando o primeiro aparelho de DVD foi lançado no País (1997). Videocassetes perderam a serventia e as fitas VHS foram de vez para os maleiros. A revolução de então, além da qualidade da imagem e de outras vantagens da era digital, trouxe o hábito de comprar e guardar filmes e shows em casa. O que pode acontecer agora, com o Blu-ray?
DVD versus Blu-ray: a batalha real para os consumidores. Por enquanto, o DVD ganha. Fotos: Divulgação
A palavra veio do inglês "blue ray" (raio azul), em referência à cor do raio laser usado para ler as informações do disco. Um Blu-ray Disc (também conhecido pela sigla BD) é capaz de armazenar cerca de 50 gigabytes, seis vezes mais que um DVD. A tecnologia foi desenvolvida por uma associação de empresas liderada pela Sony.
Ao contrário do que ocorreu com o consórcio que desenvolveu o DVD, a Toshiba se separou da Sony para criar seu próprio disco de alta definição, o HD-DVD. A indústria cinematográfica e de games preferiu o Blu-ray e decidiu a "batalha". A Toshiba anunciou há duas semanas que deixou de produzir HD-DVDs.
No mercado brasileiro, hoje, um disco virgem Blu-ray custa em média R$ 80. Um DVD comum não passa de R$ 2. O preço de um player de Blu-ray, em lojas online e comércio especializado, como as lojas da rua Santa Ifigênia, varia entre R$ 4 mil e R$ 10 mil (mais preços aqui, aqui e aqui). A vantagem é que os novos tocadores de alta definição são compatíveis com os "antigos" DVDs. O problema vai começar de verdade quando as produtoras e distribuidoras de filmes passarem a utilizar apenas o Blu-ray e obrigarem os consumidores a terem um tocador compatível. Hoje, por exemplo, quase não se encontra mais fitas VHS para vender.
Quem arregalou os olhos deve ficar calmo. Até "pegar" entre os consumidores, o Blu-ray vai precisar de alguns anos, como o DVD. Durante esse tempo, o preço abaixa, como qualquer tecnologia nova em processo de amadurecimento. No final, quando o Blu-ray estiver popularizado, barato e já tiver revolucionado a vida de todos, surgirá outro formato. E tudo começa de novo.
CORPO DE BOMBEIROS
Moradora de uma comunidade ribeirinha na região de São Francisco, nas proximidades do Paraguai Mirim, em Corumbá, mulher fois resgatada de lancha pelo Bombeiros.
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