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Hackers usam técnica para relacionar Lula a mentiroso no Google

Alguém esta engando o buscador do Google

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Experimente fazer uma pesquisa com a palavra “mentiroso” no Google e o que você encontrará como primeiro resultado é o verbete da Wikipedia sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora abra o texto da enciclopédia colaborativa e tente localizar a palavra “mentiroso”. Ela simplesmente não esta ali. A conclusão é óbvia: alguém está enganando o buscador, e o Google não esconde que seu sistema seja suscetível a esse tipo de ataque.

A técnica é uma velha conhecida de hackers e usuários experientes da rede. Trata-se do Googlebombing – ou “bombardeando o Google”, em português. Nas palavras da própria gigante das buscas, é uma prática em que “alguns internautas podem produzir resultados estranhos, criando falso link entre um termo buscado e seu resultado”.

Em linhas gerais, funciona assim: o usuário escolhe uma palavra ser procurada e o website que será o alvo. No caso, a palavra “mentiroso” e o verbete da Wikipedia. A partir daí, o internauta mal-intencionado cria links para esta página através da palavra escolhida, distribuindo-o em websites, em sua assinatura em fóruns, em blogs, etc.

O resultado é uma consequência do próprio sistema de indexação do Google, que organiza as páginas buscadas pela quantidade de links feitas a ela. Ou seja, quanto maior o número de referências para página de Lula na Wikipedia através da palavra “mentiroso”, mais bem classificada ela será no resultado da busca.

Apesar do viés político do caso em questão, a empresa, por meio de sua assessoria, afirma ver na técnica mais uma “brincadeira” do que um ato de ativismo político. Seja como for, a maioria dos casos de Googlebombing é político. Buscas por “maior mentiroso do Brasil” também levam para página de Lula na Wikipedia. Dê um Google por “político honesto” e você encontrará uma página de “erro 404″ com a inscrição “político honesto não encontrado”.

Nos Estados Unidos, segundo post do blog do Google, esse tipo de ataque voltou a chamar a atenção em janeiro de 2009, quando resultados forçados relacionavam buscas pela palavra failure (falha) à página da biografia do presidente Barack Obama.

No mesmo post, a empresa explica que possui um algoritmo que detecta Googlebombs, mas que o utiliza muito pouco, já que “ele usa uma capacidade muito grande de processamento de dados para rastrear toda a web e muito raramente Googlebombs verdadeiros são criados”.

Sobre a situação no Brasil, o Google diz não tolerar “a prática do Googlebombing, ou qualquer outra ação que visa afetar a integridade dos resultados de pesquisa”, mas não respondeu se tomará alguma providência no caso em questão.

Procurada pela equipe do Blog, a Presidência da República disse que não irá comentar o assunto.

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