Turismo
O público GLS, nos últimos tempos, tem ganhado mais visibilidade no mercado, tornado-se alvo de investimentos tanto no setor comercial quanto no de prestação de serviços. Esta tendência internacional reflete-se também no Brasil, que abriga, em São Paulo, a maior e mais animada Parada para Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis do mundo. Segundo o FOHB - Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil é durante o período da parada que é possível medir o incremento que este público traz ao mercado hoteleiro paulistano.
"A taxa de ocupação na cidade de São Paulo é, em média, de 62%. Durante o mês em que ocorre a parada GLBT, só a região da Paulista, conforme dados estatísticos do FOHB, alcança os 79% de taxa de ocupação, número que vem se repetindo desde 2005", afirma André Pousada, Diretor Executivo do FOHB, entidade que tem mais de 70% dos hotéis da capital como associados.
Pensando neste mercado que, no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Turismo GLS é formado por 9,2 milhões de homossexuais economicamente ativos e com renda média de U$8.020, que o São Paulo Convention Bureau com apoio do FOHB e da Abrat GLS, criou o programa Bem Receber. A programação de treinamentos tem o objetivo de qualificar o atendimento a este público que é um dos mais crescentes no segmento do turismo. O treinamento é voltado aos setores que lidam com o público diretamente, como hotéis, bares, restaurantes, museus, parques, lojas, agências de viagens, locadoras, receptivos entre outros. Em junho de 2007, um curso foi realizado para recepcionistas e concierges de hotéis.
"Para a decisão de compra deste público, o atendimento é o fator mais primordial. E, como bons anfitriões que devemos ser, precisamos manter uma estrutura profissional constantemente qualificada", comenta André Pousada.
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