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Sindicatos reticentes aprovam plano de venda da Alitalia

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Os sindicatos dos assistentes de vôo da Alitalia aceitaram a proposta apresentada pela Companhia Aérea Italiana (CAI), para os novos contratos dos funcionários, após uma reunião hoje no Palazzo Chigi, sede do governo italiano.


Após a adesão dos outros sete sindicatos que representam os funcionários da companhia aérea italiana, os sindicatos Assistentes de Vôo Italianos Associados (Avia) e Sindicato dos Trabalhadores (Sdl) eram os únicos que ainda não haviam assinado o acordo.


"Não há o que festejar, este é um momento de dor", assinalou o presidente do Avia, Antonio Divietri. "Foi uma ação feita com responsabilidade, mas não temos o que festejar, um colega a cada três vai ficar em casa. E centenas de colegas serão obrigados a mudar de cidade para trabalhar", acrescentou.


O plano contempla a supressão de 3.000 postos de trabalho, metade deles de aeromoças e comissários de vôo. O sindicato dos pilotos aprovou o plano na sexta-feira.


"Não há triunfalismo nem satisfação por como se concluiu o caso", acrescentou o coordenador da Sdl, Fabrizio Tomaselli.


A adesão dos sindicatos abre o caminho para que seja concretizado o acordo entre o governo e a CAI, grupo de 18 empresários italianos interessados na aquisição da parte rentável da Alitalia.


Entre os pontos que ainda devem ser discutidos está a participação minoritária de companhias aéreas estrangeiras na nova Alitalia. A alemã Lufthansa e a franco-holandesa AirFrance-KLM estariam interessadas em investir na companhia italiana.


O ministro do Trabalho, Maurizio Sacconi, declarou hoje que Air France e Lufthansa serão tratadas no mesmo nível e nenhuma das duas está em vantagem para se tornar sócia da nova Alitalia.


"Hoje os competidores interessados nesta parceria, além de em uma participação acionária, estão no mesmo nível", afirmou.


A escolha "deve ser enfrentada pela CAI e acredito que futuramente terão de avaliar a conveniência das diferentes propostas", disse Sacconi.


Por outro lado, o ministro do Desenvolvimento Social, Cláudio Sajola, disse que a aliança da Alitalia com um grupo estrangeiro, Lufthansa ou Air France-KLM, deve ser feita com base em "critérios industriais", não políticos.

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