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Desvalorização do real estimula turismo internacional no Brasil, diz presidente da Embratur

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A desvalorização do real em relação ao dólar, provocada pela crise econômica mundial, deverá estimular o turismo internacional no Brasil, que fica mais acessível ao consumidor externo. A expectativa é da presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), Jeanine Pires.


"O que percebemos no último trimestre de 2008 e que permanece no início de 2009 é uma reação a curtíssimo prazo dos estrangeiros do mercado sul-americano para o Brasil. Desde dezembro, observamos uma reação positiva dos argentinos, uruguaios e chilenos, turistas considerados de média distância", disse Jeanine.


De acordo com dados do Ministério do Turismo, em novembro, US$ 440 milhões ingressaram na economia do país por meio de gastos de turistas estrangeiros. Entre janeiro e novembro de 2008, o valor chegou a US$ 5,253 bilhões, ultrapassando em US$ 300 milhões toda a receita de 2007. O volume é 17,15% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 4,484 bilhões).


Os desembarques em vôos internacionais no Brasil, entre janeiro e novembro, registraram a entrada de 5.949.676 passageiros. No acumulado, até novembro, houve um aumento de 3,83% em relação ao mesmo período do ano passado.


Jeanine afirmou que a principal meta é a atração de divisas para o país, uma combinação do número de pessoas que vem para o Brasil com o tempo que elas permanecem e com quanto gastam durante esse período. A promoção internacional começou em setembro de 2008 e seguirá até julho de 2010.


"A partir de janeiro, fizemos uma grande ofensiva continuando o trabalho de promoção internacional e analisando como cada país está se comportando de acordo com seu cenário econômico", destacou a presidente da Embratur.


O crescimento do turismo tem reflexos diretos na economia nacional. Segundo a organização mundial World Travel & Tourism Council (WTTC), o Brasil cresce na liderança mundial na geração de empregos na área de turismo, passando de quinto em 2008 para quarto lugar em 2018.


"O investimento no setor de turismo é muito mais baixo que em outros setores da economia. A mão-de-obra é abundante e os investimentos são pequenos. No país há mais de 6 milhões de pessoas empregadas no setor, que emprega desde pessoas da economia informal, com curso técnico, e aos de nível superior", acrescentou Jeanine. As informações são da Agência Brasil.

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