Cultura e entretenimento
Três dias que proporcionaram ao público cultura e entretenimento
Uma sexta-feira, 9 de junho, pela manhã, prometia ser o início de um final de semana especial. Os reliqueiros começam a chegar em Aquidauana para se dirigir à Avenida Pantaneta, bairro Alto, o endereço do grande palco dessas estrelas, relíquias, que iam estacionando para apresentar uma exposição colorida e diversificada de veículos como, motocicletas, motorhome, kombis, raridades automobilísticas, fuscas, enfim, uma variedade de modelos.
À medida que as horas se passavam, os expositores chegavam em maior quantidade e a festa começava a tomar forma. Os espaços de gastronomia também acompanhavam o ritmo da montagem dessa festa, que teve início de fato, ao cair da noite, quando os refletores se acenderam, e o público chegava caminhando por entre os carros expostos.
Curiosos e admirados diante das maravilhas apresentadas em modelos de carros que acendiam a memória afetiva de muitos como a seção destinada aos fuscas. Quem nunca andou ou dirigiu um fusca? Quem hoje com seus 50 anos ou mais, durante a infância, não viajou no “buraco” de um fusca? (uma cavidade interna, destinada às malas). A emoção seguia à medida que as pessoas se depararam com um novo modelo de relíquias. Empolgadas, elas posavam para fotos (as selfies que postaram em tempo real).
Entre fotografias e admiração, o público seguia ouvindo histórias, aprendendo, descobrindo um novo mundo: o de colecionadores de automóveis, dos mais variados modelos e anos como, por exemplo, de 1929, 1936, 1974, enfim, carros que deixaram de ser fabricados, mas que se perpetuam na família numa paixão que passa de pai para filho, feito a realeza.

A noite, boa música e muito alto astral emoldurando a festa
Às 18 horas, a banda aquidauanense, 262 Rock Club, que teve a missão de abrir o roteiro musical dos shows, subiu ao palco e apresentou um repertório vibrante que mostrou ao público que não estavam ali para brincar e tocaram sem deixar o “termômetro da animação” baixar. Em seguida, foi a vez do lendário anastaciano Mané Coxinha cumprir a missão de dar continuidade ao espetáculo. E o artista manteve o clima no maior alto astral. O roqueiro, que tem um repertório carregado de clássicos do rock, levou a plateia ao delírio ao cantar Medo da Chuva, de Raul Seixas. Como num drible de futebol, Mané Coxinha, que recebeu o “passe” da banda 262 Rock Club, entregou para Chicão Castro, que igualmente aos artistas anteriores, segurou o clima e também marcou um golaço.
O artista fez o público vibrar, cantar e dançar na mesma harmonia e sintonia de emoção, entre o artista e a plateia. Chicão Castro encerrou a primeira noite, deixando claro que em 2024, ele pretende estar de volta no próximo Encontro de Relíquias, uma vez que ele, igualmente ao Mané Coxinha, vem tocando em todas as edições dessa exposição.

Sábado, dia 10, o evento apresentou novas emoções e não decepcionou o público
Pela manhã, os expositores das relíquias, se organizaram e seguiram pelas ruas de Aquidauana em uma carreata que misturava, cores e de cronologia, uma vez que as raridades automobilísticas possuem um colorido vibrantes, e os modelos revelam a passagem do tempo através do automóvel. Assim, o público pode apreciar as maravilhas, que estavam expostas na avenida Pantaneta, no bairro Alto, da cidade. A carreata apresentou e provou o público comparecer para admirar bem de perto todas aquelas maravilhas raras.
E ao cair da noite, mas uma vez, o público compareceu em peso ajudando a promover o evento que reuniu pessoas das mais variadas tribos, idades e estilos. Uma espécie de babilônia, onde o clima de paz e amor reinou e determinou o sucesso que a comissão organizadora da festa, buscava.
Pouco mais das 18 horas, é anunciado o início das apresentações musicais, e a banda Marasmo, de Aquidauana, subiu ao palco e repetindo a dose da sexta, dia 9, os músicos provaram mais uma vez, que entendem daquilo que fazem, música. E os quatro integrantes levantaram a plateia que não se afastava do palco e acompanhava a banda num coro perfeito, de quem sabe o que está sendo tocado e reconhece o valor de cada acorde apresentado. Com total maestria a banda Marasmo entregou o passe para a banda Nomads, de Campo Grande. Os quatro integrantes também apresentaram um show impecável, onde o melhor do roque foi tocado para delírio da plateia. Metallica, Black Sabbath e Sepultura foram algumas das referências musicais que a banda Nomads trouxe para a festa. A exemplo do sábado, os músicos também marcaram um “gol” de placa.

Além da boa música, Mágica e a adrenalina em duas rodas com o Jacaré du Brejo
Nem só de boa música e belos carros se sustentou o 7º Encontro de Relíquias de Aquidauana. Um espetáculo de som, motores, brilho, fogos de artifícios e muita adrenalina, foi apresentado pelo Jacaré du Brejo. Motociclistas, que desafiam as duas rodas sem medo e com total precisão. Manobras que levaram a plateia a suspirar e ficar perplexa diante do que estava assistindo. Um espetáculo impressionante e perfeito, que deixou crianças, adultos e idosos maravilhados. E como se não bastasse de emoção, o “não acredito no que estou vendo,” seguiu com as mágicas incríveis realizadas pelo ilusionista Thiper, que veio para a exposição, apresentar um espetáculo impressionante e perfeito, que de deixava todo mundo de “boca aberta”, sem conseguir acreditar em cada truque que o profissional apresentava.
A noite transcorria numa grande confraternização, e no palco, o rock and roll era apresentado sem perder o clima. E para fechar com chave de ouro a noite de sábado, um dos momentos mais esperados por todos, era a apresentação da banda Raimundos. E quando os músicos subiram ao palco e tocaram “Mulher de fases”, abrindo o show provaram que seria mais um show de primeira qualidade, a avenida Pantaneta cantou e dançou num coro perfeito. Extasiados pelo espetáculo, o público só deixou a avenida Pantaneta quando o show dos Raimundos terminou, encerrando o segundo dia do 7º Encontro de Relíquias de Aquidauana.
Domingo de sol e a festa foi encerrada. Os reliqueiros começam a reunir seus pertences, a confraternização entre eles foi mais uma vez o ponto alto de uma festa que apresenta, cultura, beleza e entretenimento. Os clubes que congregam modelos, como os de fusca, por exemplo, participam de sorteios e premiações. A hora é de dar aquele abraço apertado fazer as últimas fotos, ligar os motores e cair na estrada de volta o destino para alguns, direção de casa para outras direções da estrada.

O 7º Encontro de Relíquias de Aquidauana cotou com vários reliqueiros amantes de automóveis
Confraria Amigos MS, de Campo Grande; Cheveteiros, MS; Os Reliquieros, Nova Andradina; Troxas, Dourados/MS; Rup de novo, Campo Grande/MS; Os Quebrados, Corumbá/MS; Fusqueiros, Corumbá/MS; CCAPP, Ponta Porã/MS; Antigões, Ponta Porã/MS; Reliqueiros, Maracaju/MS; Opala clube, Campo Grande/MS; Carb, Rio Brilhante/MS; Os Novões, Ponta Porã, MS; antigos da Lagoa, Campo Grande/MS, Campo Grande; Antigos, Itaporã/MS; Carburados, Campo Grande/MS; Opala Club, Dourados/MS; Car, Ivinhema/MS; Sr. Toninho, Campo Grande/MS; RotaMS, Dourados/MS; Hot Rod, Dourados/MS; AICD, Dourados/MS; Velhos Clássicos, Campo Grande/MS; ACA, Amambai/MS; Club Kombi Dourados/MS; KC/MS, Campo Grande MS, Chimpurma, Argentina e Bidu Jataizinho/PR. Além de representantes reliqueiros de cidades como, Pará de Minas/MG; Osasco/SP; Curitiba/PR, Jataizinho/PR.
LAZER E ALEGRIA
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DIREITOS HUMANOS
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