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Diplomacia

Aquidauanense chega ao Itamaraty, fala sobre combate ao racismo e inspira Lula

"O Brasil precisa de diplomatas de todos os jeitos e de todas as cores"

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Crédito do vídeo: Redação

Um aquidauanense conseguiu traduzir diante do governo federal, a importância da valorização da diversidade e do combate ao racismo.Essi Rafael Mongenot Leal, agora secretário, recordou a trajetória de Mônica de Menezes Campos, nome de turma durante sua formação de diplomatas. Aos presentes, pontuou que Mônica foi vítima de racismo por um superior hierárquico no Consulado do Brasil em Zurique, na Suíça.

Essi Rafael também é exemplo de superação, saindo de uma cidade do interior de Mato Grosso do Sul, participou do concurso de admissão à carreira diplomática, no dia 21 de novembro. 

O evento contou com a participação de diversas autoridades, incluindo, o Presidente da República, Luíz Inácio Lula da Silva, Secretária-geral das Relações Exteriores, embaixadora Maria Laura da Rocha, Arcebispo Giambattista Diquattro, Núncio Apostólico, diretora-Geral do Instituto Rio Branco embaixadora Glivânia Maria de Oliveira, Senhora paraninfa da Turma Mônica de Menezes Campos, embaixadora Maria Elisa Teófilo de Luna. 

Em seu discurso, Essi Rafael relembrou sobre a história de Mônica de Menezes Campos. Em 1978, aos 22 anos, Mônica foi a primeira mulher preta a ingressar no Instituto Rio Branco, órgão do governo para formação de diplomatas. Em 1980, tornou-se a primeira negra diplomata. 

“O Brasil precisa de diplomatas de todos os jeitos e de todas as cores”, endossou Essi Rafael em seu discurso. 

O aquidauanense também destacou a figura de Mônica como uma inspiração para meninas e mulheres negras que aspiram à carreira diplomática. Ele fez questão de deixar registrado que o discurso também se tratava também de uma homenagem ao primo, o estudante Gabriel Mongenot Santana Milhomem, de 25 anos, morto a facadas na madrugada do último domingo (19), na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ).

A fala de Essi Rafael inspirou o presidente Lula, que deixou o próprio discurso de lado para falar diretamente aos jovens diplomatas. “Eu, por conta do discurso do Essi Rafael, resolvi deixar meu discurso lá e vim falar um pouco com vocês, não da história da fundação do Itamaraty, ou da história da nossa diplomacia, porque não fui tão longe como esse. Mas eu queria falar para jovens que estão adentrando essa carreira de diplomata que, nesses anos todos, eu aprendi a ter uma relação de muito respeito com o Itamaraty”.

O presidente disse ainda, que “o Itamaraty não tem que ter problema de gênero, o Itamaraty não tem que ter preconceito. O Itamaraty, e é por isso que vamos continuar investindo na educação, o Itamaraty tem que ser a cara do Brasil. Portanto, parabéns a vocês. Que Deus possa dar a vocês a sabedoria, porque o Brasil precisa desses novos representantes”.

Veja o vídeo:

 

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