Economia
Entre os sistemas avaliados estão o plantio convencional, o plantio direto, a rotação e o mix de culturas
A Área Experimental de Manejo e Conservação do Solo e da Água esteve como as prioridades do Pantanal Tech 2025, realizado na Uems de Aquidauana, mostrando ao público o papel estratégico da pesquisa aplicada para a sustentabilidade da produção agrícola no Mato Grosso do Sul e no Pantanal.
A vitrine, coordenada pelo professor doutor Elói Panachuki e professor doutor Flávio Pereira dos Santos, apresentou os resultados de parcelas experimentais onde diferentes sistemas de manejo do solo são testados e comparados. Entre os sistemas avaliados estão o plantio convencional, o plantio direto, a rotação e o mix de culturas, sempre utilizando espécies de relevância comercial no estado.
Vitrine gera indicadores para produtor adotar tecnologias para um desenvolvimento centrado e sustentável (Foto: Ryan Santos)Durante o evento, o professor Elói destacou a relevância do projeto: “Nós buscamos gerar indicadores que permitam ao produtor adotar tecnologias que garantam um desenvolvimento centrado e sustentável. Para isso, avaliamos atributos físicos, químicos e biológicos do solo e relacionamos essas análises ao controle da erosão, que é um dos grandes desafios do produtor rural”, explicou em entrevista ao jornal O Pantaneiro.
A área experimental também quantifica os índices de erosão e o comportamento da água no solo sob diferentes práticas, permitindo a comparação entre métodos convencionais e alternativas mais sustentáveis. Essas informações ajudam técnicos, extensionistas e produtores a identificar práticas de manejo que aumentem a eficiência produtiva, reduzam custos, conservem os recursos naturais e minimizem os impactos ambientais.

“Solo e água são dois recursos essenciais para a produção de alimentos com qualidade e sustentabilidade. Nosso trabalho busca melhorar a eficiência técnica no campo, fazendo com que os produtores tenham maior lucratividade e, ao mesmo tempo, preservem os recursos naturais para as próximas gerações”, reforçou Elói.
A pesquisa também tem papel educativo, sendo utilizada nas disciplinas dos cursos de Agronomia e Ciências Biológicas, além de ser aberta para visitas técnicas, dias de campo e ações de extensão, levando conhecimento prático aos produtores locais e às comunidades rurais do Pantanal e da região de Aquidauana.
Para os produtores que não puderam acompanhar a demonstração no Pantanal Tech, a equipe da vitrine realiza ações ao longo do ano e divulga os resultados nas redes sociais institucionais, ampliando o acesso ao conhecimento e incentivando a adoção de práticas agrícolas mais responsáveis.
Com esta vitrine, o Pantanal Tech 2025 reforça a importância de alinhar tecnologia, pesquisa e sustentabilidade, mostrando que a conservação do solo e da água é um caminho essencial para manter a produtividade agrícola no Pantanal sem comprometer os recursos naturais e o equilíbrio ambiental da região.
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