Economia
A vitrine atraiu estudantes, técnicos, professores e pequenos produtores interessados em conhecer métodos de baixo custo e fácil aplicação
Crédito do vídeo: Redação
Uma das iniciativas mais inovadoras apresentadas no Pantanal Tech 2025, realizado na UEMS de Aquidauana, foi a Vitrine de Agroecologia e Tecnologias Sociais, espaço que se transformou em referência ao demonstrar, na prática, sistemas sustentáveis e acessíveis para fortalecer a agricultura familiar no Pantanal.
Organizada pelos professores doutores Rogério Ferreira da Silva, Jolimar Antonio Schiavo, José Evaristo Gonçalves e Adriana Soares Luzardo Couto, a vitrine atraiu estudantes, técnicos, professores e pequenos produtores interessados em conhecer métodos de baixo custo e fácil aplicação, capazes de melhorar a qualidade de vida no campo. O espaço apresentou desde consórcios de culturas e sistemas integrados de produção agroecológica até técnicas de cobertura de solo no cultivo de maracujá e uso de adubos verdes.
Em entrevista ao Jornal O Pantaneiro, o professor Edmar destacou que o objetivo central é transferir esses sistemas para agricultores familiares, possibilitando alimentos de maior qualidade, melhores retornos financeiros e condições para que os produtores permaneçam no campo com dignidade. “A vitrine possibilita uma agroecologia de redes sociais, envolvendo toda a família, desde a produção até a comercialização dos produtos, fortalecendo a cadeia social local”, afirmou.
Edmar explicou que a vitrine, além de expositora no evento, funciona durante os 365 dias do ano dentro do curso de Agronomia da UEMS/Aquidauana, permitindo que agricultores familiares, comunidades ribeirinhas, quilombolas e povos originários possam agendar visitas em dias de campo para conhecer de perto os sistemas aplicados e replicá-los em suas propriedades.
Com cerca de dois hectares, a vitrine possui um diferencial: é totalmente telada, garantindo a proteção dos experimentos e pesquisas desenvolvidas no local. Segundo o professor, a estrutura foi necessária para evitar danos causados por animais silvestres, comuns na região, e garantir a continuidade dos experimentos. “Com o tempo, os produtores conseguem adaptar suas propriedades para conviver em harmonia com a fauna local e manter a produção de alimentos de qualidade mesmo em áreas sem cercamento”, explicou.
Na prática, a vitrine trabalha com diversas culturas, garantindo ao produtor alternativas de geração de renda e alimentação ao longo do ano. Entre as culturas apresentadas estão milhos doce e milho-verde, abóbora, feijão-comum, hortaliças e frutas como o maracujá, possibilitando ao agricultor familiar escalonar a produção durante os 12 meses, tanto para consumo próprio quanto para venda.
Além de fortalecer o tripé ensino, pesquisa e extensão, a Vitrine de Agroecologia e Tecnologias Sociais posiciona a UEMS como um polo de referência no incentivo ao turismo científico e na promoção de práticas agrícolas que unem sustentabilidade ambiental e desenvolvimento social.
O Pantanal Tech 2025, que se consolida como o maior evento de ciência, tecnologia e inovação do Pantanal, reafirmou com a vitrine o compromisso da região em impulsionar práticas agrícolas inovadoras e sustentáveis, preparando o campo para os desafios presentes e futuros, e fortalecendo a agricultura familiar como motor de desenvolvimento social em Mato Grosso do Sul.
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