O Brasil volta a pressionar as empresas farmacêuticas por uma redução nos preços dos remédios de combate à aids. Em declarações ao jornal O Estado de S. Paulo, a diretora do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, confirmou que está em plena negociação com as multinacionais para acertar o preço para 2008.
Segundo ela, a quebra de patentes determinada pelo Brasil no primeiro semestre está tendo um efeito positivo nos debates com as empresas. "Elas estão bem mais dispostas a cooperar, já que sabem que podemos quebrar patentes, como já fizemos", disse.
A diretora admite, porém, que alguns dos casos mais complicados ainda não entraram na agenda do Ministério da Saúde, como o Tenofovir, da Gilliard, que hoje custa aos cofres públicos US$ 1,3 mil por ano por paciente. Dados da entidade Médicos Sem Fronteira apontam que o mesmo produto poderia ser comprado na versão genérica por US$ 200,00.
Outros que estão na mira do governo são o Darunavir, da Jansen e o Atazanavir, da BMS. O País gastaria R$ 1.070 bilhão em 2008 na compra desses medicamentos de seis empresas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
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