Dois grupos de cientistas conseguiram transformar células da pele humana em células-tronco, abrindo um caminho potencialmente ilimitado para a substituição de tecidos ou órgãos defeituosos, segundo dois estudos divulgados nesta terça-feira.
Esta descoberta, feita por uma equipe japonesa e uma americana, "vai mudar completamente o campo" das pesquisas, considerou James Thomson, autor do estudo americano publicado pela edição on-line da revista "Science".
As células-tronco são consideradas esperança de cura para algumas das doenças mais mortais, porque podem evoluir para células de 220 tipos diferentes no corpo humano.
Mas o acesso às células-tronco embrionárias, mesmo para fins de pesquisa, é limitado em razão de considerações éticas sobre a utilização e a clonagem de embriões humanos.
Além disso, os órgãos transplantados obtidos a partir de células-tronco embrionárias podem ser rejeitados pelo paciente.
Auto-cópia
Esta nova técnica, uma vez aperfeiçoada, poderá permitir a criação de células-tronco com o código genético do paciente, eliminando assim os riscos de rejeição.
Se os cientistas tiveram acesso mais fácil às células-tronco, poderão avançar mais rapidamente nas pesquisas para o tratamento de câncer, do mal de Alzheimer, da doença de Parkinson, do diabetes, da artrite, de lesões na coluna, de queimaduras e de doenças cardíacas.
Este trabalho "é monumental por sua importância no campo da pesquisa com as células-tronco embrionárias e por seu impacto potencial sobre nossa capacidade de acelerar as aplicações desta tecnologia", comentou Deepak Srivastava, diretor do Instituto Gladstone para doenças cardiovasculares.
"Azzardo"
Ação mobiliza 200 policiais e cumpre 52 mandados; investigação aponta uso de empresas de fachada e lavagem de dinheiro
PLANEJAMENTO
Reunião abordou arrecadação municipal e andamento de projetos; prefeito orientou restrição de horas extras e diárias
Voltar ao topo