O sono exerce um papel essencial em nossas vidas. Dormir consiste em uma etapa restauradora do corpo, além de permitir a liberação de hormônios, fundamentais para o crescimento e desenvolvimento adequado, como por exemplo, o hormônio de crescimento e o cortisol. Muitos fatores podem interferir na qualidade do sono, como o estresse, consumo de substâncias com cafeína, maus hábitos para dormir, entre outros. Mas em se tratando de doenças inflamatórias, teriam elas influência sobre o sono?
De acordo com pesquisadores americanos do Departamento de Medicina da Universidade de Rush, em Chicago, Estados Unidos, a resposta é sim e muita. O tema, de interesse do Journal of Gastroenterology and Hepatology, foi publicado na edição de novembro deste ano.
O sono é capaz de modular a resposta inflamatória e alterar o curso de doenças crônicas como a doença inflamatória intestinal e a síndrome do intestino irritável - enfermidades que têm não somente uma conotação orgânica, mas também emocional. Entretanto, nenhum estudo até hoje avaliou o oposto, isto é, a influência dessas doenças sobre o sono.
A influência do dormir, sobre as doenças inflamatórias acima, foi comprovada pelos pesquisadores, ao se avaliar indivíduos com essas doenças e problemas do sono. Segundo eles, os indivíduos com doenças inflamatórias intestinais apresentam altos índices de fragmentação do sono, cansaço diário e uma pobre qualidade do sono.
De acordo com os pesquisadores, os indivíduos que apresentam doença inflamatória intestinal têm problemas com o sono, mesmo quando essa enfermidade está inativa. Esse problema afeta a qualidade de vida, assim como a ocorrência dos sintomas gastrintestinais e é capaz de interferir na severidade da doença inflamatória e mesmo na sua reativação. Devido a isso, os autores acreditam que esses pacientes deveriam ser também encaminhados para tratamentos específicos do distúrbio do sono.
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