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Estudo revela custos da meningite e pneumonia para sistema de saúde pública brasileiro

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Foi divulgado ontem em São Paulo o estudo PAE Brasil (Pneumococo - Avaliação Econômica). Realizado por oito pesquisadores e consultores de renomadas universidades e entidades, como Unifesp, Santa Casa, Sociedade Brasileira de Pediatria e Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o PAE Brasil analisou dados disponíveis no país sobre a situação das doenças pneumocócicas (meningite, pneumonia, otite média aguda, septicemia e bacteremia) e seus custos para o Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa foi patrocinada pela Wyeth - Indústria Farmacêutica.


"O estudo PAE Brasil foi o primeiro a analisar também os custos econômicos dessas doenças, pois já sabemos o alto preço do custo social para os pacientes, principalmente crianças menores que cinco anos, as maiores vítimas", avalia o pediatra Eitan Berezin, presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria e um dos coordenadores do estudo. Atualmente, diz Berezin, as doenças pneumocócicas já matam mais que Malária, Aids e Tuberculose juntas.


De acordo com o estudo PAE Brasil, atualmente, apenas os gastos com o tratamento de cada caso de meningite pneumocócica que gera seqüelas aos pacientes já chega a R$ 8 mil por episódio tratado da doença. No sistema privado, esse número sobe para R$ 9.424, por episódio tratado da doença. Pacientes vítimas de meningite pneumocócica, em até 55% dos casos, terão seqüelas graves que impedirão uma vida normal. No caso da pneumonia, a situação também é preocupante. Os custos com cada hospitalização provocada pelo problema são de R$ 603,57, no SUS, e R$ 1219,94 por episódio, no sistema privado. Já se sabe que, no caso da pneumonia, o pneumococo é o principal agente responsável pela morte de crianças com menos de cinco anos no país.


"O estudo avaliou também se a introdução da vacina pneumocócica conjugada 7-valente, única na prevenção das doenças pneumocócicas, no calendário vacinal do Ministério da Saúde é custo-efetiva para o governo brasileiro, ou seja, se poderia entrar no calendário normal de imunização do Ministério, pois hoje está disponível apenas para quem pode pagar, na rede particular", completa Gláucia Vespa, professora afiliada do Departamento de Infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "O resultado desta avaliação mostrou que a vacina é custo-efetiva para o Brasil e poderia fazer parte do calendário vacinal, segundo modelo que utilizou dados propostos pela Organização Mundial de Saúde (OMS)", completa.


Atualmente, a vacina pneumocócica conjugada 7-valente está disponível no sistema público apenas para crianças com necessidades especiais, como bebês prematuros, asma grave e crianças com síndrome de Down. O Ministério da Saúde analisa a inclusão da vacina no calendário.

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