O verão começa no próximo dia 21 e traz com ele minissaias, biquínis e outras vestimentas diminutas. Para 35% dos brasileiros, a estação mais decotada do ano traz também vergonha, incômodo e inchaço. Esta é a porcentagem estimada de pessoas acometidas por varizes no País. Mais do que um incômodo estético, o quadro representa uma séria ameaça ao organismo. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença aparece em 14º lugar na lista de aposentadorias por invalidez no Brasil.
Livre docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o angiologista Eduardo Toledo de Aguiar ressalta a importância do diagnóstico precoce da doença. Segundo ele, em 70% dos quadros, as varizes aparecem antes dos 30 anos. "Em meninas, uma das causas principais do aparecimento de varizes é a gravidez na adolescência", diz.
Aos 17 anos, o adolescente Thiago de Oliveira Jerônimo surpreendeu-se ao encontrar veias dilatadas em sua perna. "Quando meus pais viram a mancha na minha perna explicaram que varizes não aparecem só em gente mais idosa. Eu já sabia que o problema poderia ser hereditário porque meu tio e meu avô também têm varizes", conta o rapaz.
Nos mais jovens, grande parte dos casos de varizes resultam de uma má formação venosa. A carga genética também é determinante para o desenvolvimento da doença entre crianças e adolescentes, mas a evolução do quadro depende ainda dos hábitos de vida. "Se os pais do indivíduo têm varizes, ele apresenta cerca de 50% de chance de apresentá-las também, mas fatores como sedentarismo e obesidade também interferem no quadro", afirma o médico Walter Campos, do Hospital das Clínicas.
A incidência de varizes em homens não é tão elevada quanto sugere a história de Thiago. Em termos gerais, mulheres apresentam de duas a cinco vezes mais chances de desenvolver a doença do que os homens, de acordo com as estatísticas de diferentes trabalhos médicos.
Como são as principais vítimas das varizes, as mulheres costumam procurar tratamento a tempo de evitar suas conseqüências mais graves, tais como a úlcera varicosa. "Geralmente o que motiva a ida ao médico entre as mulheres é a vaidade. Grande parte chega no estágio inicial, quando há só vasinhos. Quando há dilatação, com a formação de pelotinhas, as veias já estão comprometidas e o quadro pode evoluir acarretando sérios problemas", diz Aguiar. As informações são do Jornal da Tarde
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