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Alerta: tratamento ortomolecular não é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina

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Buscar o corpo perfeito, com curvas espetaculares e barriga chapada, é o sonho de muitas mulheres que acabam cometendo loucuras para ficar iguais à Gisele Bündchen. Eis que um alerta surge agora, quando o sol está aí e elas ainda estão correndo para perder os quilos extra conquistados no inverno: a medicina ortomolecular não é um tratamento reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB) -- e, pior, pode ser prejudicial à saúde.
 
O alerta é da Associação Brasileira de Nutrologia, a Abran, que ainda acrescenta que técnicas alternativas sem embasamento médico científico adequado prometem grandes transformações, muitas vezes ilusórias e perigosas.


"Muitas pessoas não sabem exatamente o que estão ingerindo, e consomem vitaminas em quantidades impróprias. A resolução 1.500/98 não reconhece a medicina ortomolecular, portanto médicos que praticam esta atividade estão agindo contra as leis brasileiras e deveriam ser punidos", ressalta o médico nutrólogo e vice-presidente da Abran, José Alves Lara Neto.


Segundo o médico, a sociedade em geral encontra dificuldade em diferenciar a especialidade de nutrologia, atividade legal, de outras terapias alternativas, cujos efeitos podem ser prejudiciais ou até mesmo comparados ao placebo.
 
"A nutrologia prima pela qualidade da medicina no país e não tem vínculos com tratamentos alternativos, como os estéticos, ortomoleculares ou quaisquer outras terapias não autorizadas", explica.


É moda
Conhecida como medicina ortomolecular, a técnica está sendo utilizada para tratar desequilíbrios quaisquer com a recomendação de vitaminas e inúmeras substâncias que, segundo os especialistas, não têm evidências científicas e em excesso podem prejudicar o bom funcionamento do organismo humano.


Ingerir demasiadamente a vitamina A, por exemplo, altera as características normais da pele, deixando-a seca, e pode ainda provocar dores de cabeça, tonturas e náuseas. Já as vitaminas C e E em altas doses prejudicam a absorção de certos nutrientes e provocam perda de outros, já comprovados em centenas de trabalhos científicos.


"Estas terapias são ilusões que devem ser combatidas sobretudo pela ampla divulgação da medicina baseada em evidências. Este é um alerta e solicitamos a todos os médicos que primam pela ética e moral nas suas profissões que denunciem toda e qualquer atividade médica não reconhecida pelo CFM, que denigra a imagem da classe", afirma o especialista.

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