A joalheria Tiffany & Co encerrou o período de vendas das festas, que compreende novembro e dezembro, com um aumento de 8% em seu faturamento mundial, comparativamente ao mesmo intervalo de 2006. No entanto, nos Estados Unidos, as vendas nas lojas abertas há pelo menos 12 meses declinaram 2%, num sinal de que a retração do consumo poderia estar chegando ao segmento de alto luxo. Os meses de novembro e dezembro são os mais aquecidos para o comércio americano, por conta do Dia de Ação de Graças e do Natal.
Em comunicado, a empresa informa que nos últimos dois meses de 2007 o faturamento total atingiu US$ 867,262 milhões, um aumento nominal de 8% e, se descontados efeitos de conversão cambial, alta de 6% perante 2006. No mercado americano, considerando todas as lojas em operação (e não apenas aquelas abertas há pelo menos 12 meses), a receita subiu 4% perante 2006, para US$ 449,08 milhões. A joalheria detectou um maior gasto por consumidor, mas uma queda no número de transações.
No entanto, no conceito de mesmas lojas - que operavam nos dois períodos de comparação - a elevação das vendas mundiais foi de apenas 1% e, dentro dos EUA, houve declínio de 2%.
O presidente da Tiffany, Michael Kowalski, admitiu que o aumento das vendas na Europa e Ásia-Pacífico ajudou a compensar a desaceleração nos EUA. " Além disso, a alta de 10% nas vendas das lojas da marca em Nova York foi puxada por turistas estrangeiros " , disse ele em comunicado. " Acreditamos que o recente recuo nos gastos nos EUA reflete uma atitude mais cautelosa entre os clientes a respeito do rumo da economia no curto prazo. " Agora a empresa prevê registrar lucro por ação na faixa de US$ 2,25 a US$ 2,28 em seu ano fiscal, descontados fatores extraordinários. Antes, a projeção era de ganho de até US$ 2,30.
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