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Febre amarela: Campo Grande já imunizou 100,6 mil pessoas

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Os postos de saúde da Capital já imunizaram 100,6 mil pessoas contra a febre amarela nos primeiros vinte dias de janeiro, segundo o secretário municipal de Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O número representa pouco mais da metade do grupo que precisa tomar a vacina. De acordo com a prefeitura, Campo Grande tem 200 mil pessoas que não foram imunizadas nos últimos dez anos - prazo de validade da vacina.


Em todo o país, são 33 casos suspeitos doença. Desses, 12 foram confirmados, incluídas 8 mortes. Outros 14 foram descartados e 7 estão em investigação.


O Ministério da Saúde alerta para o risco da superdosagem. Quem já tomou a vacina e ainda está no prazo de dez anos de validade não precisar repetir a dose e corre o risco de ter choque anafilático e até ir a óbito.


Viajar para os estados de risco como Goás e Distrito Federal também pede imunização para proteger o organismo antes de deixar Mato Grosso do Sul. E quem está indo passar o Carnaval em local próximo a matas, rios, cachoeiras cuja fauna reúne mosquitos e macacos, precisa ser imunizado. A febre amarela silvestre está ligada as características tropicais do Brasil.


Sintomas
Os principais sintomas da febre amarela - febre alta, mal-estar, dor de cabeça, dor muscular muito forte, cansaço, calafrios, vômito e diarréia aparecem, em geral, de três a seis dias após a picada (período de incubação). Entre os sintomas graves estão icterícia, hemorragias, comprometimento dos rins (anúria), fígado (hepatite e coma hepático), pulmão e problemas cardíacos que podem levar à morte.


Diagnóstico
Como os sintomas da febre amarela são semelhantes com os da dengue e da malária, o diagnóstico preciso é indispensável e deve ser confirmado por exames laboratoriais específicos, a fim de evitar o risco de epidemia em áreas urbanas, onde o vírus pode ser transmitido pelo mosquito da dengue.


Tratamento
A pessoa com febre amarela precisa ser internada em hospital para evitar que o quadro evolua com maior gravidade. Não existem medicamentos específicos para combater a doença. O tratamento prevê hidratação e uso de antitérmicos que não contenham ácido acetilsalicílico. Casos mais graves podem requerer diálise e transfusão de sangue.

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