- Uma pesquisa realizada com servidores públicos em Londres e publicado na terça-feira, sugere que o estresse no trabalho pode aumentar o risco dos funcionários desenvolverem doenças cardíacas.
Segundo o estudo, empregados com idade abaixo de 50 anos que sofrem de estresse crônico têm 68% mais chance de desenvolver doenças cardíacas do que aqueles que trabalham em um ambiente livre de estresse.
"Entre os empregados com idade para se aposentar e que são menos expostos à trabalhos estressantes, as chances de desenvolver problemas no coração eram menores", disse Tarani Chandola, principal autor do estudo.
Além disso, a pesquisa indica ainda que 32% do impacto do estresse se deve à má alimentação e falta de exercícios entre os empregados estressados, fatores que contribuem para o desenvolvimento de doenças cardíacas.
O estudo, publicado na revista científica European Heart Journal, observou mais de 10 mil funcionários que trabalham para o governo britânico em vários cargos, durante 12 anos.
Segundo os pesquisadores, o status do funcionário dentro do organograma das instituições não parece influenciar o nível de estresse.
Qualidade de vida
Os pesquisadores analisaram a impressão dos empregados sobre o trabalho, e monitoraram a variação no batimento cardíaco, pressão sangüínea e o nível de cortisol - o hormônio do estresse - no sangue.
O estudo também analisou fatores como dieta, exercícios, fumo e bebida entre os participantes.
Segundo os autores, o estilo de vida foi identificado como um fator essencial para o desenvolvimento de doenças cardíacas entre os funcionários.
Para completar os dados da pesquisa, os cientistas coletaram informações sobre o número de empregados que apresentam doenças cardíacas, quantos haviam sofrido ataque cardíaco e o número de mortes provocadas por problemas no coração.
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