O melanoma é um dos tumores de pele mais temidos, uma vez que costuma guardar prognóstico reservado. Trata-se de um tipo de câncer com elevado potencial de disseminação local e para diversos órgãos, sendo o seu diagnóstico precoce condição essencial para melhorar as perspectivas de cura. O melanoma ocorre mais freqüentemente na Austrália do que em qualquer outra região do mundo, segundo revela um estudo australiano publicado na revista Australian Family Physician.
O melanoma apresenta potencial de recorrência bastante tardia, mesmo após a execução de procedimentos potencialmente curativos. A publicação constou de um relato de caso de uma paciente que experimentou o reaparecimento do tumor após 19 anos do diagnóstico inicial e da abordagem terapêutica. No momento da identificação inicial do melanoma a paciente possuía 50 anos de idade, sendo este encontrado como uma mancha enegrecida no antebraço esquerdo.
Seguidas quase duas décadas da excisão cirúrgica da lesão, a paciente notou o surgimento de um nódulo na cicatriz cirúrgica. Uma biópsia da nova lesão resultou na detecção de melanoma, o qual foi novamente retirado pela técnica operatória com margem de segurança recomendada. A paciente não apresentava qualquer história familiar de melanoma.
Com isso, o estudo conclui que o melanoma é um câncer com taxa de recorrência estimada em 1% a 7% após dez anos de acompanhamento. Os pacientes operados para retirada deste tipo de tumor merecem seguimento clínico criterioso em busca de novas lesões.
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