O hábito de roncar durante a noite costuma estar relacionado a distúrbios respiratórios, sobretudo a apnéia obstrutiva do sono. Ambas as condições são mais comuns em indivíduos obesos, e resultam em piora da qualidade do sono com despertares noturnos freqüentes, sonolência diurna, queda da capacidade laborativa e restrições sócio - familiares. Algumas pesquisas sugerem que a obstrução nasal possa estar implicada na origem dos roncos e da apnéia obstrutiva do sonso, segundo afirmam pesquisadores ingleses do Oxford Centre for Respiratory Medicine e suíços da University of Zurich que publicaram um estudo na revista European Respiratory Journal em 2007.
Após extensa revisão da literatura médica acerca do tema, foram selecionados nove ensaios clínicos cujos dados receberam avaliação conjunta. Os resultados encontrados revelaram que o uso de descongestionantes, dilatadores e esteróides nasais culminam em melhora da qualidade do sono, porém são ineficazes em prover benefícios na redução da severidade dos sintomas da apnéia obstrutiva do sono. Os roncos noturnos reduzem em intensidade e freqüência após a utilização de dilatadores nasais.
A técnica mais efetiva em controlar as manifestações da apnéia obstrutiva do sono é a cirurgia nasal. Com isso, os autores concluem que a obstrução nasal crônica parece exercer pouca influência na gênese da apnéia obstrutiva do sono e possui papel relevante na origem dos roncos noturnos.
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