A alergia é uma complexa manifestação do sistema de defesa do organismo com alguns aspectos ainda pouco compreendidos. Costuma ser desencadeada pela exposição a partículas ambientais que induzem a orquestração de uma resposta inflamatória no local de contato com o alérgeno ou em todo o corpo, conforme a intensidade da reação alérgica. O hábito de fumar relaciona-se a redução da capacidade de atuação do sistema de defesa do organismo. Por sua vez, ainda não se sabe ao certo os efeitos do tabagismo nos mecanismos de sensibilização alérgica, segundo assinalam pesquisadores neozelandeses da University of Otago que publicaram um estudo na revista The Journal of Allergy and Clinical Immunology.
A pesquisa pautou-se na investigação da relação entre o tabagismo pessoal e paterno e o risco de sensibilização alérgica em 1.037 indivíduos. Os resultados divulgados demonstraram que os filhos de pais alérgicos apresentam risco menor de desenvolver sensibilização atópica aos 13 anos de idade quando os progenitores conservam o hábito de fumar. Esta redução na chance de sensibilização alérgica é mantida pelo menos até os 32 anos de vida quando o indivíduo também é tabagista.
Todavia, quando os pais não apresentam história de atopias o papel protetor do cigarro contra a sensibilização alérgica passa a ser inexistente. Dessa forma, os autores concluem que o tabagismo pessoal e parental está relacionado a diminuição da chance de sensibilização alérgica nos indivíduos com história familiar de doenças atópicas.
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