Equipes formadas por fiscais sanitários, Exército e integrantes da Secretaria de Agricultura do Maranhão iniciam nos próximos dias uma operação para recolher arroz com suspeita de contaminação no Estado.
A ação, que deverá se desenvolver em 42 municípios, é planejada há três semanas e tem como objetivo controlar um surto de beribéri - doença típica entre escravos no Brasil colonial - que, no ano passado, contabilizou 603 casos suspeitos no Estado. Desde o início do surto, 38 pessoas morreram e muitas demoraram meses para se recuperar dos sintomas da doença - inchaços, problemas respiratórios e dificuldades de locomoção.
Os primeiros casos de beribéri começaram a ser registrados em 2006. Todas as mortes ocorreram naquele ano. Quando foi confirmada a suspeita, o governo iniciou a distribuição de cestas básicas e tiamina, a vitamina B1. Mesmo assim, o problema não foi controlado. Até o momento, há registros da doença em quatro regiões de saúde do Maranhão. Também há casos no Pará e em Tocantins.
"A população atingida é extremamente carente. Os homens cumprem jornadas de trabalho exaustivas na lavoura e todos apresentam uma dieta extremamente pobre", relata Márcia Veras, da Secretaria da Saúde e integrante do grupo formado para combater o surto.
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