Estudos nos EUA da Alliance for Aging Research mostraram que o hiato entre vida e morte dos homens e mulheres sempre existiu (era cerca de 2 ou 3 anos até o início do século XX). Mas tornou-se progressivamente maior após avanços tecnológicos da medicina garantirem maior qualidade na forma como as mulheres dão à luz.
A redução da mortalidade durante os partos, nas primeiras décadas do século XX, permitiu que esse hiato chegasse a 7 anos. E assim permanecesse até os dias de hoje.
Os partos matavam as mulheres de maneira impiedosa, assim como, até hoje, as doenças coronárias fulminam os homens.
É bem verdade que um parto jamais matou um único homem, curiosamente no entanto, o estresse da vida moderna, hábitos destrutivos de alimentação e vícios perniciosos talvez venham a ser uma das razões para que o gap de longevidade volte a se fechar - de forma negativa - dado que mais e mais mulheres estão sofrendo de doenças coronárias.
A menos, é claro, que as poções mágicas da medicina e da ciência venham nos salvar, reduzindo a mortalidade por doenças do coração: a principal razão de morte no mundo inteiro (segunda é o câncer).
Por enquanto, por terem uma longevidade 10% superior a deles, as mulheres acabam, no final da vida, muito vulneráveis a vários doenças e a muitos problemas financeiros.
Não! Não são apenas as despesas com médicos e remédios, por falta de serviços sociais decentes, que as tornam mais vulneráveis, mas sim a acumulação financeira que quase sempre é precária durante a vida produtiva da mulher.
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