A anemia falciforme é um tipo distúrbio no qual as células do sangue podem ficar em formato de foice, prejudicando sua passagem por vasos pequenos e dificultando o transporte de oxigênio. Ela é transmitida de forma hereditária, ou seja, para uma criança ter anemia falciforme, ou seus pais também tem ou apresentam traços da doença, e esta é uma das mais comuns desordens do sangue nos Estados Unidos.
Os problemas decorrentes da anemia falciforme não se restringem exclusivamente às mudanças no formato das células. Em decorrência dessas modificações, determinados órgãos do corpo podem ter seu funcionamento prejudicado, levando desde quadros de dor até mesmo a isquemias.
Entretanto, de acordo com um artigo publicado na revista Science, a anemia falciforme pode já estar com seus dias contados. Segundo pesquisadores do Whitehead Institute for Biomedical Research, em Cambridge, Inglaterra, estudos com células tronco demonstram que existe provavelmente um meio de "freiar" os sintomas da anemia falciforme, pelo menos em ratos.
Células da pele de ratos com anemia falciforme foram utilizadas no experimento. Os investigadores aplicaram vírus capazes de carrear genes nessas células e elas foram programas a atacar as com característica falciforme. Posteriormente, modificações também foram feitas nas células precursoras de todas as células do sangue. O resultado: os ratos com anemia falciforme deixaram de manifestar os sintomas da doença.
Apesar dos promissores resultados, os pesquisadores alertam sobre a necessidade de mais estudos antes que o método possa também ser usado em humanos. A utilização de vírus como os descritos, capazes de modificar a estrutura genética das células, pode ter implicações negativas ainda não bem conhecidas.
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