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Adoçante engorda ou faz mal à saúde?

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Uma pesquisa da Universidade de Purdue, em Indiana, nos Estados Unidos, concluiu que a sacarina, um tipo de adoçante, pode levar ao aumento de peso em ratos. O estudo foi divulgado por uma revista científica chamada "Behavioral Neuroscience" e reacendeu a velha polêmica em relação ao consumo de adoçantes.


No Brasil, Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres Diet e Light (Abiad) se pronunciou contra o estudo. "O adoçante é seguramente um dos produtos mais estudados e pesquisados na indústria e há muitos anos", diz Carlos Gouvêa, presidente da entidade. Ele reitera que o uso dos produtos no país está respaldado legalmente e é fiscalizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


Gouvêa ressaltou que a legislação brasileira divide os adoçantes (ou edulcorantes) em artificiais e naturais e estabelece limites máximos para o consumo de cada um deles. A Organização Mundial da Saúde (OMS) determina o consumo para os tipos mais conhecidos no mercado. O valor diário de consumo permitido para cada substância deve ser multiplicado pelo peso do indivíduo. No caso da sacarina (citada na pesquisa), são consideradas limite 5 mg/kg, ou seja, uma pessoa com 55 quilos poderá ingerir, diariamente, 275 miligramas de sacarina.


Renata Pinotti, nutricionista da Abiad, afirma que o equilíbrio é a prerrogativa de uma alimentação saudável e de uma dieta alimentar balanceada. Renata esclarece, ainda, que "não há como o adoçante engordar, mas ele também não emagrece".


Renata explica que consumimos uma série de produtos no dia-a-dia que contém edulcorantes, como os alimentos diet e light. "O ideal é sempre variar. Toda substância química consumida em excesso poderá vir a fazer mal, assim como corante, o aromatizante", conclui. Ela recomenda o consumo de, no máximo, três produtos light ou diet por dia.


"A gente não pode tirar uma conclusão baseada na pesquisa, a não ser que você esteja preocupado com o peso de seu rato", diz o endocrinologista Marcio Mancini, da Universidade de São Paulo (USP), presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

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