Adolescentes mais propensos a discutir de maneira agressiva e persistente com seus pais também têm em seus cérebros estruturas de diferentes tamanhos, de acordo com um novo estudo.
Em média, um adolescente com estas características agressivas tem uma maior amígdala, uma estrutura do cérebro que processa as respostas emocionais. Quando os hormônios aumentam suas taxas na puberdade, a amígdala cresce em tamanho e torna-se mais ativa, o que causaria um comportamento explosivo e emocional.
O córtex pré- frontal é uma região do cérebro que interage com amígdala, para garantir um comportamento socialmente correto. Mas, durante a adolescência, ela ainda não terminou seu amadurecimento, especulam os cientistas, de tal modo que a amígdala fica mal "regulada". Quando uma pessoa cresce e atinge a idade adulta, conexões inibitórias entre estas duas regiões aumentam e o córtex pré-frontal assume seu papel moderador. Esta mudança estrutural - o crescimento do córtex pré frontal e encolhimento da amígdala - poderia levar a um comportamento menos impulsivo na fase adulta.
Numa pesquisa realizada na Universidade de Melbourne, Austrália, foram analisados 137 pré-adolescentes e adolescentes com idades compreendidas entre os 11 e 14 anos, e entrevistaram seus pais sobre assuntos que muitas vezes poderiam gerar desentendimentos (como por exemplo, o uso do celular e horário para dormir).
Foram também usados exames de imagem para medir o volume de diferentes estruturas cerebrais entre os jovens. Verificou-se que aqueles com uma maior amígdala, em relação ao tamanho total cérebro, tiveram um comportamento mais agressivo.
Os resultados poderão ajudar cientistas compreender as raízes do comportamento agressivo em adolescentes. Segundo comentários de outros cientistas, o próximo passo seria monitorar esses adolescentes e ver como os seus cérebros mudam ao longo do tempo.
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