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Vacina de proteção contra o câncer de colo do útero dura seis meses

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A GlaxoSmithkline (GSK) divulgou nesta terça-feira novos dados de um estudo que demonstram que sua vacina para prevenção do câncer de colo de útero ofereceu proteção significativa às mulheres contra os quatro tipos mais comuns de papilomavirus humano (HPV) causadores de câncer cervical por cerca de seis anos e meio após a primeira dose da vacina, configurando a mais longa proteção relatada até o presente.


A vacina também demonstrou 100% de eficácia na prevenção das lesões pré-cancerosas devidas aos tipos virais causadores de câncer 16 e 18, e também ofereceu proteção considerável contra infecção causada pelos tipos virais 31 e 45. A vacina da GSK já obteve aprovação regulatória no Brasil, no final de fevereiro e agora aguarda a determinação de preço da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
 
Os novos dados anunciados demonstram que, virtualmente, 100% das mulheres do estudo, com idade de 15 a 25 anos, mantiveram altos níveis de anticorpos contra ambos os tipos virais 16 e 18, em todos os momentos desses 6,4 anos. Esses níveis de anticorpos foram diversas vezes maiores do que aqueles que se seguem a uma infecção natural, e observados por todo o período de tempo do estudo de seguimento. Essa é a mais longa duração de anticorpos para HPV 16 e 18 consistentemente superiores à infecção natural já relatada para uma vacina para prevenção do câncer do colo do útero. 
 
- Com esse estudo, continuamos a observar altos níveis de anticorpos que persistiram em virtualmente todas as mulheres estudadas, o que parece ser decisivo na prevenção do câncer de colo de útero -, disse Diane Harper, médica do Centro de Câncer Norris Cotton e do Centro Médico Dartmouth-Hitchcock, em New Hampshire, Estados Unidos.


- Esses dados são notáveis porque evidenciam o potencial da vacina para prevenção do câncer de colo de útero da GSK em proteger as mulheres por mais tempo -, acrescentou. 
 
O estudo também confirmou a importante proteção cruzada, por pelo menos 6,4 anos, contra infecção ocasional causada pelos tipos virais 45 e 31. Os tipos virais 18 e 45 são responsáveis por um percentual significativo de uma forma particularmente agressiva e fatal de câncer de colo de útero conhecida como adenocarcinoma. Este tipo de câncer de colo de útero tende a ocorrer em mulheres mais jovens e não é bem detectado por métodos habituais de screening, tais como o exame de Papanicolaou.


- Desenhamos nossa vacina especificamente com o propósito de oferecer a mais durável proteção para prevenção do câncer do colo do útero -, disse James Tursi, diretor de assuntos médicos da GSK para América do Norte.


- Os resultados desse estudo são importantes porque as mulheres permanecem sob o risco de infecções por tipos virais causadores de câncer enquanto estão sexualmente ativas, e uma proteção durável será um componente essencial de uma estratégia de vacinação de sucesso -, disse.
 
Os resultados demonstram que a vacina para prevenção do câncer do colo do útero da GSK é geralmente bem tolerada e obteve um perfil geral de segurança favorável.
 
Esses dados foram apresentados hoje em São Paulo pelas médicas brasileiras Cecília-Roteli, Mestre e Doutora em Ginecologia pela Unicamp  e Coordenadora de Pesquisa do Hospital Leonor de Barros, de São Paulo e Isabela Ballalai, pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunização (SBAM) e ontem (10/03) no encontro anual da Sociedade de Oncologistas Ginecológicos (SGO, em inglês), em Tampa, Flórida, Estados Unidos.
 
A médica Cecília Roteli-Martins,  que participa da pesquisa da GSK, acompanhando os efeitos da vacina em um grupo de mulheres brasileiras, afirmou que no País hoje já são cerca de 20 mil casos anuais de Câncer do Colo do Útero.


1 Os novos dados apontam para uma excelente resposta de anticorpos com 100% de eficácia contra lesões pré-cancerosas e uma resposta imunológica por um período maior -, explica.
 
Já a pediatra Isabela Ballalai apontou para a importância do tipo de adjuvante utilizado pela vacina da GSK, gerando uma resposta mais forte do organismo vacinado e também os efeitos que a adoção das vacinações mais amplas podem trazer para a população brasileira.
 
Aproximadamente 100 tipos de papilomavirus humano foram identificados até o presente e, destes, cerca de 15 tipos virais são conhecidos como causadores de câncer. Os tipos virais 16, 18, 45 e 31 são responsáveis por aproximadamente 80% dos cânceres de colo de útero no mundo todo. A infecção com um tipo viral causador de câncer pode levar a formação de células anormais no colo, as quais, com o tempo, podem se tornar pré-cancerosas ou cancerosas. O papilomavirus humano é um precursor necessário para o câncer de colo de útero. Enquanto estiverem sexualmente ativas, as mulheres podem estar expostas aos tipos virais causadores de câncer e estão potencialmente em risco de desenvolver câncer de colo de útero.
 
No mundo todo, mais de 500 mil mulheres estão sendo diagnosticadas com câncer de colo de útero e mais de 280 mil irão morrer disso a cada ano. Nos Estados, Unidos, o câncer de colo de útero é a segunda causa de morte em mulheres com idades entre 20 e 39 anos, depois do câncer de mama.
 
Vacina


A vacina para prevenção do câncer do colo do útero da GSK foi aprovada em 55 países no mundo todo, incluindo os 27 países membros da União Européia, Brasil, México, Austrália, Cingapura e Filipinas. Licenças de comercialização foram submetidas em 28 países adicionais incluindo o Japão. A GSK também submeteu a vacina para prevenção do câncer do colo do útero à Organização Mundial de Saúde (OMS) para pré-qualificação, em setembro de 2007.
 
A GSK submeteu a Aplicação de Licença Biológica (BLA, em inglês) à agência regulatória norte-americano (FDA) para sua vacina para prevenção do câncer do colo de útero em março de 2007.

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