O olfato alterado poderia ajudar a predizer a ocorrência da Doença de Parkinson em pessoas idosas, indica um novo estudo da revista médica Annals of Neurology. O estudo incluiu 2.267 homens de descendência japonesa vivendo no Havaí e que faziam parte em um estudo de análise a longo prazo de sua saúde.
Os homens participantes submeteram-se a um teste olfativo no início e meados da década de 1990, quando tinham, em média, quase 80 anos de idade. Nenhum deles tinha a doença de Parkinson no momento da avaliação inicial. A avaliação do olfato envolveu 12 diferentes odores, um de cada vez, e a capacidade de identificá-los corretamente. Os homens obtiveram um ponto para cada resposta correta.
Ao longo dos oito anos seguintes, 35 homens foram diagnosticados com a doença de Parkinson. Estes homens apresentavam uma tendência para uma baixa pontuação no teste de olfato quatro anos antes do seu diagnóstico de Parkinson. Outros fatores - incluindo idade e tabagismo - não afetaram os resultados.
Não está claro como o senso olfativo e a doença de Parkinson estão relacionados, ou se os resultados se aplicam às mulheres. E os resultados não significam que todos os homens mais velhos que têm dificuldade para identificar odores irão desenvolver doença de Parkinson.
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