Ao entrar na Universal Music, em 2006, Leonardo foi induzido a gravar repertório ruim que ia além do universo sertanejo. Até um inapropriado dueto com Zeca Pagodinho foi providenciado para turbinar o CD que marcou a estréia do artista na major. Mas o disco não reeditou o sucesso dos álbuns que Leonardo lançava pela Sony BMG. Não é à toa que, em Coração Bandido, ele remói suas dores de amores no compasso sertanejo em que bate o coração de parcela expressiva do povo brasileiro.
O repertório alterna baladas sentimentais como Porque É Tão Cruel o Amor, Dois Passarinhos (com direito a violinos e cellos orquestrados no típico tom caipira) e a faixa-título com temas animados compostos para animar os bailões sertanejos. São os casos dos arrasta-pés Rodo de Borracha e Pega Fogo Cabaré, de Mentirosa (faixa que tenta em vão clonar a batida latina do calipso) e do forró Por Favor Reza por Nóis.
A produção de César Augusto segue à risca a fórmula do sertanejo mais comercial. Dez anos depois da morte de Leandro, em junho de 1998, o coração de Leonardo parece ter fôlego para bombar este som padronizado que continua no gosto do Brasil popularesco. E gosto se discute...
Justificativa
Quanto ao fato de o cantor ter sido induzido a gravar um repertório que ia além do universo sertanejo em seu disco anterior, De Corpo e Alma, editado pela Universal em 2006, a gravadora alega que o álbum já estava pronto quando o passe de Leonardo foi negociado com a antiga gravadora do artista, a Sony BMG.
Questionada por este jornalista sobre o inapropriado dueto com Zeca Pagodinho, na faixa eleita para iniciar a promoção do álbum, a Universal admite que fez a ponte de Leonardo com Zeca, mas a pedido de Leonardo, que já tinha a música (De Latinha na Mão) de acordo com a gravadora.
O cantor dá entrevista coletiva on-line nesta terça, por conta do lançamento do novo disco.
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Recomeço
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