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Uma a cada 140 mulheres corre risco de morrer na gravidez

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Uma gravidez, por mais que seja desejada, corre riscos, seja por doenças da mãe, insuficiência no pré-natal, ou pequenos acidentes no dia-a-dia. A mortalidade materna é um desses fatores de risco.


Entende-se por mortalidade materna a morte da mulher durante a gestação, parto ou puerpério (período que vai do parto até o completo restabelecimento da mãe) devido a qualquer causa relacionada ou agravada pela gestação.


De acordo com um levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) as principais causas dessas mortes são hipertensão, hemorragia, infecção e aborto. O Brasil tem um índice de mortalidade maternal de cerca de 260 mortes para cada 100 mil nascimentos e uma em cada 140 mulheres corre o risco de morrer em conseqüência de uma gravidez.


Segundo o médico Cristião Fernando Rosas esses casos dividem-se em dois grupos: morte obstétrica direta, aquela que resulta de omissões, intervenções ou tratamentos incorretos; e a morte obstétrica indireta, que resulta de doenças existentes antes da gravidez ou que desenvolveram durante a gravidez.


"A primeira pode ser evitada com um bom acompanhamento", garante. 


Segundo a gerente do Programa de Saúde da Mulher da Secretaria Estadual de Saúde do Mato Grosso do Sul, Ilda Guimarães de Freitas, a mortalidade materna está relacionada com a qualidade de vida das mulheres em idade fértil, dos 10 aos 49 anos. "Hábitos alimentares incorretos, falta de exercícios físicos, entre outros, podem fazer com que esses casos aumentem", diz.


Para evitar esses índices é necessário um bom investimento no pré-natal, assistência no parto e no puerpério. "Nós estamos tentando conscientizar essas mulheres, fazer com que tenham hábitos alimentares saudáveis, que pratiquem exercícios físicos, nem que seja a caminhada, e que diminuam o sal pra que não se tornem hipertensas", explica Ilda.


A Secretaria de Saúde realiza reuniões e palestras em escolas, nas unidades de saúde, lideranças comunitárias, entre outros pra evitar, prevenir e conscientizar as gestantes, basta que elas participem e se cuidem mais.

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